quarta-feira, 14 de julho de 2010

CAPÍTULO 9

Adrian


Quando a encontrei estava sozinho, tinha me separado de Aurora e das outras.

Estava rondando as ruas quando ouvi seus gritos, pedindo socorro. Chegando lá,primeiramente olhei pra ela, estava descabelada, machucada com suas roupas rasgadas, se fizeram algo à ela...


- Soltem ela - rugi pra eles.


- Vai fazer o quê se não soltarmos? Relaxa, podemos dividi-la com você.


- Eu já vou falar o que eu vou dividir daqui a pouco...Se vocês não saírem daqui agora, vou torturá-los de tantas maneiras diferentes, que vão desejar morrer antes mesmo de eu começar!Agora corram! - senti que agora meus olhos deviam parecer uma fogueira de tão vermelhos que deviam estar.


Não foi preciso falar outra vez, correram como um bando de galinhas.


Tomei coragem e fui ver como ela estava.


Sem forças para continuar de pé, estava sentada. Me sentei ao lado dela, ela também estava chorando.


- Eles
não fizeram nada além do que eu vi, não é? - se tivessem feito, eu iria mesmo torturá-los.

- Não. Mas, afinal, por que fez isso? Pensei que me queria morta...


- Não sei - era uma pergunta que eu adoraria saber a resposta.


Decidi que era melhor ela também não ter essa pergunta na cabeça e saber que eu a salvei, pois isso arruinaria o que vim fazer aqui, a única coisa pra me fazer continuar a ficar.


- Agora você vai
desmaiar e só se lembrará que algum estranho a salvou daqueles homens.
Entendeu ? - falei olhando em seus olhos,
hipnotizando-a.

- Entendi - falando isso caiu em meus braços desacordada.


Claro que não iria deixá-la aqui sozinha ainda mais
vulnerável, ouvi alguém se aproximando, vasculhei sua mente e descobri que ele também tinha ouvido os gritos e vinha vindo ajudar. Me escondi nas sombras para ver o que ele iria fazer.

Quando vi quem era, me xinguei em silêncio, não podia ser pior. Claro, eu confiava em mim mesmo, já que era eu em meu estado mais humano que estava lá, era por outros motivos, se ela me conhecesse assim poderia saber mais sobre mim do que eu gostaria. Mas, em todo caso, melhor comigo do que com outra pessoa.


Quando ele a levantou pelos seus braços, percebi uma coisa que não havia visto antes, em suas costas, perto do ombro, ela tinha uma tatuagem, mas não era uma normal, duvidava que ela ou qualquer outra pessoa pudesse ver, o desenho era uma rosa vermelha,
exatamente onde no meu corpo era um corvo tatuado.

De repente me senti fraco e, antes da negritude tomar conta de mim, me xinguei mais uma vez, não devia ter baixado a guarda, mas não importava mais, pois já havia sido levado pela escuridão.

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