sexta-feira, 16 de julho de 2010

CAPÍTULO 10

Quando acordei percebi que algo estava estranho, não me lembrava muito bem do que tinha acontecido ontem a noite.

Lembro que tinha me perdido de meus amigos e alguém me atacou, daí outra pessoa chegou lá e me salvou.


Ai.


Pensar nisso está fazendo minha cabeça dar voltas, e ter
ânsia.

Por isso voltei ao presente, e descobri que não era só minha memória que estava estranha.

Estava em um quarto diferente, mas nem pensei muito nisso, porque minha atenção estava na imagem
refletida no espelho em minha frente. Ele mostrava uma garota jovem, longos cabelos negros caiam em seu ombro, mas o estranho não era isso e sim o par de asas que estavam em minhas costas, eram lindas, pretas com as pontas prateadas, mesclando com meu cabelo. Com uma certa curiosidade, toquei elas com a ponta dos dedos, eram macias,confortáveis.

De repente, ouço alguém se aproximando da porta, e me pergunto aonde será que eu vou enfiar essas asas, não responda.


Não tive tempo de pensar, pois a porta foi aberta,
revelando uma jovem garota que devia ser a empregada da casa onde eu estava, que eu ainda não sabia aonde era.

Olhando mais atentamente a criada, percebo que já a vi em algum lugar... É claro, ela é uma das bruxas que estavam nos perseguindo. Pelo menos estou indo pelo caminho certo.


- Com licença
milady, mas vim aqui para avisá-la que o desejum já está servido - falou normalmente, sem enxergar minhas asas, olhei para trás e vi que tinham sumido. Tudo bem, então só havia uma opção, eu era louca (jura?).

- Posso te perguntar uma coisa?


- Claro - responde impaciente.


- Onde estou?


- Está no castelo do príncipe, ora essa. Se apronte rápido. Todos estão te esperando.


Ah. Meu. Deus.


Eu estava naquele castelo. Do
Adrian. Mas a pergunta era : por quê ?

- Como vim parar aqui?


- Meu senhor poderá responder-lhe melhor, agora se apresse, já está atrasada.


Falando isso saiu do quarto batendo a porta com força.


Bom, estava vestida em uma daquelas camisolas horríveis e no canto da cama estava um
vestido roxo lindo, muito parecido com o e Nica.


Depois de prová-lo, vi que se moldava perfeitamente ao meu corpo, maravilhoso.


Saindo no corredor vi que a criada estava esperando por mim.


- Qual é seu nome? - perguntei tentando ser educada.


-
Catrina e você é... ?

-
Agata.

- Agora que já fomos apresentadas
podemos ir?

Seguimos pelo que parecia a parte mais movimentada do castelo, a outra parte, oposta do
meu quarto, estava silenciosa, sombria e meu deu calafrios enquanto eu a encarava, mais tarde eu vou investigar pra ver se acho alguma coisa importante.


Chegando na copa, paralisei e, não só porque era linda e, sim pela pessoa que estava em minha frente. O
Adrian jovem, ainda humano, igualzinho ao meu sonho.

Ele se levantou quando eu entrei e me mandou sentar na cadeira que estava em sua frente na mesa.


- Peço desculpas, mas meu pai não poderá vir, pois foi as pressas em uma viagem de negócio.

Então serei sua companhia hoje. Sou
Adrian Van Halen, qual seu nome?

-
Agata Lunack. Espero não estar incomodando, mas...Como vim parar aqui?

- Eu ouvi seus gritos ontem a noite e corri para te socorrer, quando te achei você já estava
desmaiada em um beco, daí eu te carreguei e te trouxe pra cá de cavalo.


- Nossa...Acho que te devo um muito, muito obrigado.


- Você não se lembra de nada?


- Não muito. Só lembro de estar com meus amigos, só que
veiu uma multidão e eu me perdi deles, eu fui levada para um beco, havia alguns homens tampando minha saída e... Depois disso acordei aqui. Meus amigos devem estar super preocupados e me procurando, desculpe mas eu preciso ir.

- Descanse mais um pouco pelo menos, você sabe onde seus
amigos estão? Posso mandar meus guardas encontra-los e informa-los que esta tudo bem com você, se te faz ficar melhor.

- Não sei, a gente é novo aqui, então estamos dormindo em pensões.


- Bom, então sugiro que volte ao seu quarto e descanse mais um pouco, ou faça uma caminhada pelo castelo e se distraia e, depois se estiver melhor a tarde poderá ir embora se desejar. Você também não vai deixar um
príncipe sem companhia nenhuma o dia inteiro, vai?

"Bem que eu queria", pensei comigo mesma.


- Se eu tentar fugir seus guardas vão me pegar?


- Vão.


- Então não tenho nenhuma escolha a não ser ficar...


Após o
desejum pedi licença e fui explorar o castelo.

Fui em
direção daquela parte do castelo calma.

Estava um silêncio medonho, só o
tilindar de meus sapatos no piso fazia barulho.

Indo mais adiante comecei a sentir uma forte dor de cabeça, minhas pernas começaram a tremer não aguentando o peso do meu corpo, caí no chão.


Antes de tudo ficar preto, vi
duas formas conhecidas em cada lado meu.

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