sábado, 24 de julho de 2010

CAPÍTULO 11

Acordei tossindo com um cheiro forte de perfume em meu nariz.

- Olha quem está de volta, foram o quê? 5 minutos?

Podia ter sido só cinco minutos, mas pra mim foi uma eternidade.

- Sou Aurora e esta é Felicia e, você é Agata. Sim, eu sei seu nome, na verdade todos no reino já sabem sobre a pobre garota que o príncipe salvou. Mas, eu acho que você é uma ameaça pra nós, que estamos tentando incentivar Adrian a fazer algumas coisas. Vou ser simples, vou te matar rapidamente com este punhal, mas não posso garantir que será indolor, é melhor que não seja mesmo. Ninguém vai desconfiar, pois ele pensa que você está dando uma volta no castelo e mais tarde quando você não aparecer para o almoço, pensarão que fugiu, também o que mais uma cortesã poderia fazer?

Percebi na mesma hora que meus pulsos e pés estavam amarrados na cama, não me deixando fugir, quando ela estava abaixando o punhal com uma ferocidade íncrivel, com vontade de ver meu sangue derramado, uma luz negra cegante começou a sair do meu corpo e minhas asas estavam de volta.

- Que coisa é essa?

Minhas asas bateram levando ar para elas e as levando para o outro lado da sala. Com um impulso sai voando daquele quarto o mais rápido possível.

Quando parei em uma parte que achei segura, desci e corri com minhas pernas, minhas asas desapareceram como se num passe de mágica. Fui para o meu quarto e me tranquei
lá dentro. Desabei na cama.

No momento em que eu havia desmaiado anteriormente, eu tive um sonho, só que esse parecia tão real. E também foi o pior de todos, me dá arrepios só de lembrar.

Estava em um quarto muito parecido com aonde eu estava com as bruxas.

Havia duas camas e, encima de uma acorrentado estava Adam e, na outra Adrian, se era o novo ou o antigo eu não sei já que estavam quase nus. Em cima do Adam o arranhando forte para tirar sangue em todo corpo estava Catrina e em cima do Adrian fazendo a mesma coisa estava Aurora.

No meio das duas camas estava Nica, mas não a Nica normal, doce, minha melhor amiga. Não. No lugar dela havia uma mulher terrível, com olhos vermelhos,
pálida e quando sorriu pra mim seus caninos estavam afiados.

- Agata, minha querida amiga, você sabe que eu nunca faria isso com você, mas fazer o quê, o destino foi mais forte que eu, então você tem duas opções, ou escolhe ficar com Adam e condena Adrian para a morte ou vice-versa, agora você não pode ter sentimentos verdadeiros por nenhum deles, mas logo terá e este será seu ponto fraco, você só pode ficar com um, então terá que escolher sabiamente.

Neste momento eu comecei a acordar para as bruxas, mas não antes de ouvir a voz da minha melhor amiga.

- Pode não ser hoje, nem amanhã, mas, logo, logo, terá que tomar a decisão, nunca poderá se livrar disto...

No momento em que lembrei disto me fez querer bater naquelas duas abusadas que estavam encima deles, arranhando-os, maltratando-os e ao mesmo tempo não deixando de ser uma cena sensual, eu preciso achar o Adam, nem que tenha que fugir daqui, eu tenho que protege-lo e depois voltar para que o príncipe não se torne um demónio.

Me arrumei no espelho e saí a procura de Adrian.

Enquanto estava andando por lá, encontrei Catrina e me segurei para não lhe arrancar os cabelos.

- Você pode me dizer onde o príncipe está, por favor?

- Siga reto, você irá parar no salão de de festas, ele deve estar lá planejando alguma coisa.

Fui para onde ela me falou,e o encontrei sentado em uma cadeira escrevendo algum tipo de lista de convidados.

- Com licença, mas eu poderia falar com o Senhor?

- Me chame de Adrian e, pode falar.

- Estou me sentindo melhor, será que eu poderia ir embora para encontrar meus amigos? É muito importante.

- Eu realmente gostaria que a senhorita ficasse aqui, mas não posso te manter aqui contra sua vontade. Então, pelo menos, aceite meu pedido para que venha ao baile que estou planejando para depois de amanhã.

- E qual seria o motivo para comemoração?

- Digamos apenas que uma nova fase da minha vida está pra começar.

- Misterioso, gostei! E sim, eu aceito seu pedido, para agradecer-lhe por me salvar.

- Se quiser, também pode trazer seus amigos, mas antes tem que me dar seus nomes.

- Tá, é Monique Rands, Adam Fate e Samuel Weather. Muito obrigada, tchau, te vejo no baile.

Antes de sair depositei um beijo da sua bochecha.

- lembre-se que o baile é de mascaras - falou antes de eu sair.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CAPÍTULO 10

Quando acordei percebi que algo estava estranho, não me lembrava muito bem do que tinha acontecido ontem a noite.

Lembro que tinha me perdido de meus amigos e alguém me atacou, daí outra pessoa chegou lá e me salvou.


Ai.


Pensar nisso está fazendo minha cabeça dar voltas, e ter
ânsia.

Por isso voltei ao presente, e descobri que não era só minha memória que estava estranha.

Estava em um quarto diferente, mas nem pensei muito nisso, porque minha atenção estava na imagem
refletida no espelho em minha frente. Ele mostrava uma garota jovem, longos cabelos negros caiam em seu ombro, mas o estranho não era isso e sim o par de asas que estavam em minhas costas, eram lindas, pretas com as pontas prateadas, mesclando com meu cabelo. Com uma certa curiosidade, toquei elas com a ponta dos dedos, eram macias,confortáveis.

De repente, ouço alguém se aproximando da porta, e me pergunto aonde será que eu vou enfiar essas asas, não responda.


Não tive tempo de pensar, pois a porta foi aberta,
revelando uma jovem garota que devia ser a empregada da casa onde eu estava, que eu ainda não sabia aonde era.

Olhando mais atentamente a criada, percebo que já a vi em algum lugar... É claro, ela é uma das bruxas que estavam nos perseguindo. Pelo menos estou indo pelo caminho certo.


- Com licença
milady, mas vim aqui para avisá-la que o desejum já está servido - falou normalmente, sem enxergar minhas asas, olhei para trás e vi que tinham sumido. Tudo bem, então só havia uma opção, eu era louca (jura?).

- Posso te perguntar uma coisa?


- Claro - responde impaciente.


- Onde estou?


- Está no castelo do príncipe, ora essa. Se apronte rápido. Todos estão te esperando.


Ah. Meu. Deus.


Eu estava naquele castelo. Do
Adrian. Mas a pergunta era : por quê ?

- Como vim parar aqui?


- Meu senhor poderá responder-lhe melhor, agora se apresse, já está atrasada.


Falando isso saiu do quarto batendo a porta com força.


Bom, estava vestida em uma daquelas camisolas horríveis e no canto da cama estava um
vestido roxo lindo, muito parecido com o e Nica.


Depois de prová-lo, vi que se moldava perfeitamente ao meu corpo, maravilhoso.


Saindo no corredor vi que a criada estava esperando por mim.


- Qual é seu nome? - perguntei tentando ser educada.


-
Catrina e você é... ?

-
Agata.

- Agora que já fomos apresentadas
podemos ir?

Seguimos pelo que parecia a parte mais movimentada do castelo, a outra parte, oposta do
meu quarto, estava silenciosa, sombria e meu deu calafrios enquanto eu a encarava, mais tarde eu vou investigar pra ver se acho alguma coisa importante.


Chegando na copa, paralisei e, não só porque era linda e, sim pela pessoa que estava em minha frente. O
Adrian jovem, ainda humano, igualzinho ao meu sonho.

Ele se levantou quando eu entrei e me mandou sentar na cadeira que estava em sua frente na mesa.


- Peço desculpas, mas meu pai não poderá vir, pois foi as pressas em uma viagem de negócio.

Então serei sua companhia hoje. Sou
Adrian Van Halen, qual seu nome?

-
Agata Lunack. Espero não estar incomodando, mas...Como vim parar aqui?

- Eu ouvi seus gritos ontem a noite e corri para te socorrer, quando te achei você já estava
desmaiada em um beco, daí eu te carreguei e te trouxe pra cá de cavalo.


- Nossa...Acho que te devo um muito, muito obrigado.


- Você não se lembra de nada?


- Não muito. Só lembro de estar com meus amigos, só que
veiu uma multidão e eu me perdi deles, eu fui levada para um beco, havia alguns homens tampando minha saída e... Depois disso acordei aqui. Meus amigos devem estar super preocupados e me procurando, desculpe mas eu preciso ir.

- Descanse mais um pouco pelo menos, você sabe onde seus
amigos estão? Posso mandar meus guardas encontra-los e informa-los que esta tudo bem com você, se te faz ficar melhor.

- Não sei, a gente é novo aqui, então estamos dormindo em pensões.


- Bom, então sugiro que volte ao seu quarto e descanse mais um pouco, ou faça uma caminhada pelo castelo e se distraia e, depois se estiver melhor a tarde poderá ir embora se desejar. Você também não vai deixar um
príncipe sem companhia nenhuma o dia inteiro, vai?

"Bem que eu queria", pensei comigo mesma.


- Se eu tentar fugir seus guardas vão me pegar?


- Vão.


- Então não tenho nenhuma escolha a não ser ficar...


Após o
desejum pedi licença e fui explorar o castelo.

Fui em
direção daquela parte do castelo calma.

Estava um silêncio medonho, só o
tilindar de meus sapatos no piso fazia barulho.

Indo mais adiante comecei a sentir uma forte dor de cabeça, minhas pernas começaram a tremer não aguentando o peso do meu corpo, caí no chão.


Antes de tudo ficar preto, vi
duas formas conhecidas em cada lado meu.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

CAPÍTULO 9

Adrian


Quando a encontrei estava sozinho, tinha me separado de Aurora e das outras.

Estava rondando as ruas quando ouvi seus gritos, pedindo socorro. Chegando lá,primeiramente olhei pra ela, estava descabelada, machucada com suas roupas rasgadas, se fizeram algo à ela...


- Soltem ela - rugi pra eles.


- Vai fazer o quê se não soltarmos? Relaxa, podemos dividi-la com você.


- Eu já vou falar o que eu vou dividir daqui a pouco...Se vocês não saírem daqui agora, vou torturá-los de tantas maneiras diferentes, que vão desejar morrer antes mesmo de eu começar!Agora corram! - senti que agora meus olhos deviam parecer uma fogueira de tão vermelhos que deviam estar.


Não foi preciso falar outra vez, correram como um bando de galinhas.


Tomei coragem e fui ver como ela estava.


Sem forças para continuar de pé, estava sentada. Me sentei ao lado dela, ela também estava chorando.


- Eles
não fizeram nada além do que eu vi, não é? - se tivessem feito, eu iria mesmo torturá-los.

- Não. Mas, afinal, por que fez isso? Pensei que me queria morta...


- Não sei - era uma pergunta que eu adoraria saber a resposta.


Decidi que era melhor ela também não ter essa pergunta na cabeça e saber que eu a salvei, pois isso arruinaria o que vim fazer aqui, a única coisa pra me fazer continuar a ficar.


- Agora você vai
desmaiar e só se lembrará que algum estranho a salvou daqueles homens.
Entendeu ? - falei olhando em seus olhos,
hipnotizando-a.

- Entendi - falando isso caiu em meus braços desacordada.


Claro que não iria deixá-la aqui sozinha ainda mais
vulnerável, ouvi alguém se aproximando, vasculhei sua mente e descobri que ele também tinha ouvido os gritos e vinha vindo ajudar. Me escondi nas sombras para ver o que ele iria fazer.

Quando vi quem era, me xinguei em silêncio, não podia ser pior. Claro, eu confiava em mim mesmo, já que era eu em meu estado mais humano que estava lá, era por outros motivos, se ela me conhecesse assim poderia saber mais sobre mim do que eu gostaria. Mas, em todo caso, melhor comigo do que com outra pessoa.


Quando ele a levantou pelos seus braços, percebi uma coisa que não havia visto antes, em suas costas, perto do ombro, ela tinha uma tatuagem, mas não era uma normal, duvidava que ela ou qualquer outra pessoa pudesse ver, o desenho era uma rosa vermelha,
exatamente onde no meu corpo era um corvo tatuado.

De repente me senti fraco e, antes da negritude tomar conta de mim, me xinguei mais uma vez, não devia ter baixado a guarda, mas não importava mais, pois já havia sido levado pela escuridão.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

CAPÍTULO 8

Acordei com o Sol em minha cara, todos os outros ainda estavam dormindo, ótimo vou ter o banheiro só pra mim. Quando comecei a levantar vi que havia um bilhete em minhas mãos, abri.

"Foi dada esta vestimenta para ti, pois sua missão aqui é se passar por uma cortesã,ir até aquele que deseja conhecer, seduzi-lo para que possa saber mais sobre tua história,usando isso contra ele mesmo se assim desejar.
- xoxo O motorista do ônibus"

A primeira coisa que pensei depois de ler isso foi "Cara, você anda vendo muito Gossip Girl".
Depois que a ficha caiu e comecei a raciocinar, pensei no que eles queriam que eu fizesse, fiquei bem irritada no começo, mais até que a ideia não era assim tão ruim, exceto a parte de fingir ser uma cortesã, óbvio.

Levantei e fui tomar banho, nem pergunte como fiz isso porque a resposta me deixa enjoada, e coloquei a mesma roupa de ontem.

Após todos já estarmos arrumados e termos comido, saímos para a cidade ver se conseguíamos alguma coisa. Também esqueci de dizer que não falei nada do bilhete para os outros, os garotos nunca me deixariam continuar com aquilo.

Porém, quando estávamos deixando a pensão, pedi que fossem na frente, porque queria falar com aquela atendente, não sei como se chamava naquela época.

- Só não se mete em problemas, ok? - Adam disse já indo embora.

- Tá bom, papai!

Fui até onde a senhora estava.

- Oi.

- Oi, então ontem a noite foi boa?

Aquela velha já estava me irritando, mais ao invés de lhe responder o que deveria ouvir, resolvi entrar no jogo.

- Melhor do que esperava, se é que me entende - dei um sorriso malicioso.

- Ah, te entendo muito bem - Falou olhando meu corpo.

ECA
!!!!!!!!!!QUE NOJO!!!

- Olha estou tentando procurar alguém, não sei como se chama, mas sei dizer como se parece, a
senhora poderia me ajudar a achá-lo.

- Se eu souber de quem você está falando...Como ele se parece?

- É alto, cabelo preto, olhos verdes, quando o vi estava cm um traje bem refinado, bem bonito ao
ver - o descrevi a partir do meu sonho.

- Deixa eu me lembrar... Já sei, você só pode estar falando de uma pessoa, o príncipe Adrian Van
Halen
, ele mora naquele castelo perto da vila. Mas acho que você não vai ter muito sucesso,
fiquei sabendo que ele é um bom rapaz e não se deixa cair em qualquer rabo de saia.

- Vamos ver se não mesmo - afinal ninguém é de ferro.

Saí de lá e logo alcancei meus amigos, lhes contando minha descoberta, mas não como agi para descobrir tal coisa.

- Como foi que descobriu? - Adam perguntou intrigado.

- Não foi nada demais, eu só o descrevi e perguntei quem seria.

- E como você sabe a sua aparência?Ele sempre está de capa preta, não dando pra ver seu rosto.

- Quando ele quase me pegou em casa eu consegui ver seu rosto, - não era mentira - porque todo esse interrogatório agora? Ciúmes por acaso?

- Claro que não... - sua resposta veio rápido demais - É que me preocupo com você.

- Ai que , mas pode ficar despreocupado que eu já sei me cuidar muito bem - falei apertando sua bochecha.

Conforme íamos andando sem rumo,percebi que todos nos encaravam, será que era porque
éramos
novos ali, ou nossa aparência era bonita demais para eles... - uma pausa - Já entendi, corrigindo, eles não estavam olhando para nós e sim pra mim. Os homens com olhares maliciosos, e as mulheres com uma arrogância nada discreta. Bem problema delas, só que eu não queria acabar com a imagem de meus amigos logo de cara.

-Tudo bem, que tal a gente se separar, porque pelo que eu estou notando, não sou muito querida aqui.

- Sim - Nica diz na mesma hora - Eu vou com você, aí a gente pode se encontrar em uma hora e meia em frente da pensão, tudo bem?

Antes deles poderem responder ele me puxou pra longe, para uma parte bonita da vila.

Depois de um tempo em silêncio eu falo:

- O que você quer falar?

- Nada não...

- Aí tem coisa, porque pra você me puxa daquele jeito pra longe dos meninos...

- Sabe...isso pode ser bastante chocante pra você, mas o Adam está caídasso por tu.

Ótimo
, minha amiga estava ficando maluca.

- Claro que não, ele e eu somos como irmãos com algumas provocações a mais, nada demais -
bem que eu queria, tirando o assunto pra longe de mim - Mais eu vejo como você e Sam trocando olhares e, eu posso garantir que não são nada fraternais.

Ela ficou vermelha que nem uma maça.

- Sério que ele está me olhando desse jeito? Claro que não, ele não gosta de mim desse jeito, e você devia se sentir envergonhada por me botar esperanças. Mas até que teve um dia em que estávamos a sós e eu acho que rolou um clima...

A conversa continuou sobre se ele gostava ou não dela. Quando acabou ela perguntou uma coisa pra mim que assustou.

- Você está gostando desse tal "Adrian Van Halen"? É por isso que você não enxerga o que Adam sente por você, ?

- Não, nunca, de tão caída que você está pelo Sam acha que todos estão apaixonados.

- Resmungona! Teve outra desculpa que também não colou. Como você sabia a aparência do até então garoto misterioso? E nem vem me dá aquela desculpa ou qualquer outra porque eu te conheço, sou sua melhor amiga e também não sou burra igual aos garotos. Desembucha.

- Tipo... Sabe aquele cara que eu andava sonhando e só contava pra você? - fazer o que, ela é mesmo minha melhor amiga...

- Sei o denominado "príncipe sombrio".

- Bem...ha ha... Era ele...

- Não a-cre-di-to!Você até já sonhou com ele, que romântico! - começou a bater palmas e a dar pulinhos de alegria.

- Cala a boca, e vê se não conta pra ninguém, aliás já deve estar na hora de voltarmos.

Chegando ao local de encontro, os garotos já estavam nos esperando, percebi que o Sol já estava se pondo e começava a ficar escuro.

Justamente quando chegamos até eles, que estavam bem irritados com nosso atraso, uma multidão passou diante de nós, me fazendo perder o equilíbrio que eu não tinha,e ser levada pro meio da muvuca.

Ouvi meu nome ser gritado, só que não conseguia sair daquele meio, tinha muita gente.

Já estava muito longe de meus amigo, estava em uma rua deserta, um grupo de homens me puxou pra fora da multidão. Percebi também que era uma rua sem saída e eles infelizmente estavam bloqueando minha única chance de escapar.

Começaram a vir até mim, suas caras não estavam nada amigas e sorriam uns para os outros, então já apaguei da minha memória eles serem garotos bonzinhos que me tiraram de lá por minha cara estar representando que eu ia morrer de asfixia em pouco tempo. Definitivamente não.

Começaram a se aproximar e formar um circulo em volta de mim. Minha respiração e meu batimento cardíaco aumentaram, não duvido nada que eles escutaram. Começaram a se aproximar ainda mais, minhas chances de fuga eram zero. Nunca fui muito boa em educação física, sendo assim nem sei lutar, mas sei usar bem as unhas. Quando eles estavam a poucos sentimetros de mim e o da minha frente esticou a mão para tentar me tocar, peguei seu braço e cravei minhas unhas nele. Ele gritou de dor.

- Ahhhh! Sua vadia! Você vai se arrepender! Podem começar pessoal e a machuquem muito, pra ver o que merece.

Nesse ponto parecia que minha respiração estava na velocidade de um avião e meu coração o motor do mesmo.

Eles começaram a me tocar, rasgando parte da minha, maravilhosa, roupa e, basta informar aqui que Eu Sou Virgem.

- Socorro! Alguém me ajude!

- Ah, cala a boca!

- SOCORRO... - choraminguei.

De repente senti uma presença no lugar, comecei a sentir alguma esperança. Eles também devem ter sentido pra pararem o que estavam fazendo e se virarem pra ver quem era. Minha esperança se foi quando olhei pra trás, se não morresse aqui seria naquelas mãos. Mas em todos os casos, preferia ser nas mãos de Adrian, pois ele poderia me poupar da dor e do estupro.

Quando ele olhou pra mim, me senti suja.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

CAPÍTULO 7

Ágata

Ele era lindo, sexy e muito gostoso, vestindo aquela camiseta preta apertada. Seus cabelos eram pretos, com franjinha e corte de ladinho, pálido. Quase que não consigo escapar diante de tanta gostosura - OMG .

Quando ele agarrou meu braço pensei que não ia mais conseguir escapar, no entanto, ele ficou me encarando, seus olhos me varreram por inteira, parando primeiro em meus lábios e depois subindo novamente até meus olhos.

Seu aperto se afrouxou, mas fiquei paralisada, o encarando com o mesmo tipo de intensidade.

Acho que vi algo parecido como fogo - um desejo - no fundo de seus olhos. Eles começaram a se tornar vermelhos e foi só por isso que consegui ter forças para me livrar de sua mão para conseguir fugir.

Quando cheguei Adam estava histérico e me abraçou forte, fazendo um questionario de perguntas.

- Como conseguiu sair de lá? Ele agarrou seu braço, eu vi. Já estávamos indo te buscar, eu só não fui logo que vi, pois pensei que iria precisar de ajuda... - ele falou sem respirar.

- Você viu errado, o braço dele passou raspando no meu, mas não conseguiu me pegar e, nunca mais tentem voltar para ver o que aconteceu comigo se eu demorar muito, eu consigo me cuidar sozinha e, de algum modo que eu não posso explicar pra vocês conheço esse tipo de gente...

Lembrei de como ele agarrou meu braço, ainda podia sentir seu toque, que apesar de parecer ser frio, era totalmente quente. E eu certamente não devia estar pensando nisso, justamente da pessoa que estava nos perseguindo talvez até querendo nos matar, e também porque Adam estava ao meu lado.

Pegamos o primeiro ônibus que havia, sem nem saber para onde íamos. Por sorte deu tempo de pegarmos as mochilas e o livro,assim estaríamos mais preparados para o que quer que seja que estava vindo.

Quando o ônibus estava andando eu peguei no sono de tão cansada que estava e imagino que os outros fizeram a mesma coisa.

***

Acordei quando o ônibus deu uma guinchada parando e como eu já imaginava só havia nós quatro no ônibus, o motorista falou que aquela era a última parada, falou um nome estranho de cidade, mas devia ser nessas redondezas.

Saímos do ônibus e demos de cara com uma cidade antiga, sabe tipo aquelas que se mantém preservadas durante o tempo, só que eu nunca tinha ouvido falar desse tipo de lugar perto da onde eu morava.


Pra se ter uma ideia do que estávamos vendo, ela era sem asfalto, as ruas eram de pedras, casas também construídas de pedras e bem longe havia um verdadeiro castelo, aqueles antigos mesmo, com torres, todo com uma estrutura sombria, gótica, enfim, estávamos numa cidade conservada na Idade Média.


O motorista saiu do ônibus e começou a falar:


- Foi dada a vocês uma nova chance de fugir. Agora vocês poderão conhecer mais sobre seus perseguidores, suas fraquezas e sua história. Mas, cuidado, porque eles também foram transportados, então haverá aqueles que ainda não sabem da sua existência e os outros que querem te pegar. Nós te daremos dinheiro e roupas pra vocês conseguirem viver aqui. Boa Sorte!


Falando isso um trovão caiu bem encima do ônibus e ele desapareceu.


- O cara é bom na que faz, hein? - Sam perguntou quebrando o silêncio.


- É - todos falamos juntos.


Não estava acreditando naquilo. Poderia haver bruxas, anjos e vários tipos de demonios, mas viagens no tempo, aí já é demais. Só que quando olhei pra baixo não estava mais usando meus jeans e camiseta preta, e sim um lindo vestido, de muito bom gosto, era vermelho sangue com um espartilho preto, me fazendo parecer ter bem mais corpo do que eu realmente tenho, sem mangas e a saia ia até o chão.


Olhei para os outros e também estavam com roupas diferentes. Nica parecia uma boneca, com um vestido azul claro, espartilho branco com os mesmos efeitos pratas onde o meu era dourado, as mangas iam até suas mãos dando um caimento lindo, só os sapatos eram iguais aos meus - eu bem que preferia meu all star, mas... - Continuando, os garotos estavam totalmente diferentes, Sam estava usando uma camiseta branca bufante, estilo pirata, com um colete por cima e aquelas calças agarradas ridículas que mostram tudo, se vocês me entendem. Adam estava um pouco mais refinado, com um tipo de paletó - só que mais bonito que o normal - vermelho com as bordas douradas, camiseta preta com um lenço vermelho bufante - pelo menos aquilo me parecia um lenço - no lugar da gravata, e uma calça preta igual a do Sam, sabe que eu estou começando a adorar essas calças...


- Já é noite aqui, melhor procurarmos algum lugar para passá-la e ver se tem algum lugar para comer nessa pocilga - falei.


Começamos a andar e paramos no que imaginávamos que era o centro da vila, e avistamos um lugar chamado " pensão três velas" e seguimos pra lá.


Uma senhora desdentada estava atrás do balcão.


- Oi, queríamos um quarto com duas camas de casai - falou Adam que estava com o dinheiro, mão de vaca.


- Aqui estão a chave são quatro moedas.


Ele pagou e quando já estávamos subindo, ela se virou pra mim.


- Eu sei que você tem muito trabalho hoje, mais você pode não fazer muito barulho, cortesã?


Cortesã, cortesã, o que era mesmo... Espera aí, é...Essa velha acabou de me chamar de prostituta!Filha da mãe!


- Espera aí senhora, que direito você tem de ficar me chamando de pros...- não consegui terminar de falar, porque Adam começou a me puxar pela escada até o quarto.


Quando entramos no quarto alguém fechou a porta, e eu comecei a xingar de tudo que é palavrão que eu conhecia.


- Quem é ela pra vir me falar uma coisa dessas, nem me conhece, alguém aí sabe porque ela falou isso?


- É que tipo assim... - Nica começou a falar - Nessa época, se você se vestir do jeito que está é julgada cortesã.


- E quem aquele motorista de ônibus pensa que é pra me dar essas roupas, quando eu o encontrar de novo... - pensei numa coisa e continuei - Tudo bem, então, Nica e eu dormimos numa cama e vocês dois na outra, mas e sobre pijama, olha aí nas nossas bolsas e se tem alguma coisa.


- Tem quatro tipos de camisolas aqui, já todas as nossas roupas foram mudadas...


- Tá, deve servi isso mesmo.Vai usa a camisola também Nica?


- Claro, esse vestido é desconfortável.


- Virem de costas e se vocês pensarem em olhar pra trás enquanto a gente se troca, vão ser homens mortos , entenderam?


- Sim senhora - engraçadinho que falou.


Quando deitamos na cama para dormir, tive outro sonho daqueles...

Nele, havia aquele garoto que eu ainda iria descobrir o nome, já que ele mora nesta época. Só que dessa vez ele não estava com a capa e sim com uma roupa parecida com a do Adam, só que nele ficava perfeita, seus olhos não tinham nenhuma tristeza e raiva, eram brilhantes de alegria, seu cabelo arrumadinho, só que havia uma garota com ele, estava de costas, usando uma capa vermelha, por isso não deu pra ver quem era. Ela se virou pra mim, quando ia ver seu rosto tudo ficou preto e adormeci profundamente.