domingo, 20 de junho de 2010

CAPÍTULO 5

Puxei com mais força o braço de Nica para correr mais rápido e não se perder.

Alguns segundos depois já estávamos no centro.

Comecei a procurar a barraquinha de lanches do Sam e do Adam para nos ajudar a sair dessa cagada.

Quando os encontramos, eles dois olharam pra nós duas, que agora devíamos estar um caco, com as roupas rasgadas, sujas e suadas, o cabelo então nem se fala, como se quisessem perguntar o que havia acontecido, mas algo no meu olhar lhes disseque não tínhamos tempo para perguntas.

- Vamos, rápido, comecem a correr - falei e olhei para trás mais uma vez, nossos perseguidores estavam cada vez mais próximos e pela sua rapidez não tínhamos mesmo tempo.

Virei para encarar meus amigo, e eles estavam com as caras mais assustadas do mundo, pareciam que tinham visto um fantasma, o que na ocasião foi quase,e começamos a correr. Adam nem se importou de deixar sua barraquinha, só teve tempo de pegar o dinheiro do caixa caso precisacemos, o que era certeza.

Continuamos a correr no meio da multidão e descobri porque havia tanta muvuca, tinha sido reaberto hoje o antigo parque de diversões, que eu jurava que era amanhã. As lendas sobre ele ser assombrado podiam não ser verdade, mas que agora havia ali dentro três bruxas e outro garoto que eu não sabia o que era, e nem sei se queria descobrir, era verdade.

Corremos até chegarmos no escorregador que dava pro subsolo do parque onde havia uma estação de metro.

O metro já estava partindo, mas por sorte conseguimos embarcar antes que fechasse, nos separando do que quer que estava nos seguindo.

- Agora me explique o que eram aquelas coisas? - Sam questionou olhando pra mim e para Nica bravo.

- É que, tipo assim... Eu e a Nica sem querer demos vida a três espécies de bruxas e outra coisa que eu não tenho certeza do que é.

- O QUE???????????

- Aonde vamos agora? Porque duvido que eles vão nos deixar em paz e nossa casa vai ser o primeiro lugar onde eles pensam que vamos ir.

- Talvez não, porque sempre nos filmes e livros sempre falam isso e os fugitivos nunca vão pra lá, só que os perseguidores também nunca vão pra lá - respondi a pergunta de Adam tentando fazer algum sentido, uma coisa pouco provável.

- Tudo bem vamos tentar.

Seguimos para nossa casa que só ficava a duas quadras de uma estação de ônibus.

Eu estava certa, não havia ninguém em casa.

- Sam, pegue comida da dispensa e ponha em qualquer mochila que achar. Adam vá até seus quartos e pegue as suas roupas e a do Sam. Nica, vá até o banheiro e pegue escovas, pentes, esse tipo de coisa, enquanto eu arrumo nossas coisas - falei dando instruções pra todos, eu sei, ás vezes eu sou um pouco mandona.

Quando todos já estávamos arrumados para sair, a porta da um rangido e a força acaba, nos deixando no escuro. Consigo sentir uma presença fria entrando na casa, tá bom, então a minha teoria de ir pra casa possa estar um pouco errada.

- AAAAAAAAAAgata - uma voz doce mais ao mesmo tempo grossa, sussurrou me chamando, me encantando no escuro.

Ao fundo pude ouvir três risadas finas e estridentes. Foi só por causa disso que eu não sai de onde eu estava - pode ter sido também o aperto de ferro de Nica no meu braço - para ver de quem era aquela voz tão linda - para os mais ousados sensual - apesar de já ter uma ideia de quem poderia ser.

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