segunda-feira, 17 de maio de 2010

Capítulo 2

Após cinco minutinhos de descanso tranquilo começo a me aprontar, tomo banho, ponho uma camiseta e jeans folgados, juntamente com meu all star. Desço e tomo meu café da manhã, enquanto Monique ainda dorme.
Quando cheguei no quarto já passava das sete da manhã, se ela não acordasse logo chegaríamos atrasadas.
- Nica, acorda logo, vamos lá! - falei mexendo-a.
- Saí, deixa eu dormir em paz - respondeu meia grogue.
Tudo bem, se não fosse por bem ia ser por mau. Peguei meu celular e pus em uma das músicas que tinha mais gritaria, que por acaso é uma daquelas que ela totalmente detesta, coloquei o som em seu ouvido e apertei o play, uma música do Sex Pistols começou a tocar, na mesma hora ela pulou da cama de susto, acordando de uma vez.
- Puxa vida, um dia você ainda vai me deixar surda.
- Continue com suas esperanças, quem sabe um dia eu não lhe faça esse favor?
Mais tarde encontramos os garotos na frente do colégio, estavamos finalmente saindo de lá, depois de um ano inteiro de sofrimento, as férias chegaram.
Pegamos um ônibus para o centro da cidade e fomos andando até a casa, que como eu disse, ficava bem perto dali.
Quando chegamos, ficamos paralisados ao olhar a casa que o pai de Adam tinha arranjado para nós, parecia que se uma pena caísse em cima, ela desabaria. Pelo visto, o mau de não gastar dinheiro foi passado de pai para filho, nós quatro poderíamos ter juntado todo nosso dinheiro e alugado uma casa melhor que essa, notando que estamos todos falidos.
- Legal, não é? - Vini pergunta. Olho de cara feia pra ele. - Que é?A gente nem vai ficar muito tempo aqui mesmo, vamos ficar mais na cidade, então por que gastar com uma casa toda luxuosa se não iriamos passar todo nosso tempo lá?
Só rolei os olhos pra ele e comecei a entrar na casa, o que não deu muito certo, pois a porta estava emperrada e não queria abrir, comecei a socá-la e chutá-la até perceber que não estava adiantando nada e chamei ajuda.
- Será que algum dos cavalheiros poderia me dar uma mãozinha?
Olhei para eles, Sam estava muito ocupado, conversando com cara de bobo com Nick para prestar atenção em qualquer outra coisa a não ser em minha melhor amiga, olho para o outro lado e vejo Vini descansando em uma pedra.Com o dedo indicador o chamo para mim.
- Quem? Eu?
- Você mesmo. Agora.
- Já está com saudades? - pergunta quando chega perto de mim.
- Vai sonhando. Será que dá pra me ajudar a abrir a porta?
- Com todo prazer.
Ele pega a fechadura com uma mão, a gira e a porta se abre misteriosamente sem nenhuma dificuldade. Não posso acreditar naquilo.
- Não vejo nenhum problema com a porta, admita, só me chamou aqui porque queria ficar perto de mim.
Me limito a encará-lo de cara feia.
Entro na casa, mas antes de ir para os quartos começo a reparar que o interior não estava muito melhor que a faixada.Uma coisa boa nisso era que cada um teria seu próprio quarto, peguei o que tinha a vista para o parque de diversões que iria ser reaberto daqui alguns dias, estou louca pra ir lá, parece que o parque é mau assombrado, a história é que um homem morreu no trem fantasma por um monstro que tinha se tornado vivo, ou um morto-vivo se você pensar bem, sei que é besta mas sempre tive um fraco por parque de diversões, adoro eles desde pequena, quando minha mãe ainda me levava.
Depois de todos já estarmos acomodados, Sam avisa que vai dar uma volta na cidade e pergunta se alguém quer ir, Monique como sempre já estava ao seu lado em um piscar de olhos.
- Eu não vou ir, não dormi bem está noite e queria aproveitar para tirar um cochilo - digo meia sonolenta.
- E eu vou ficar aqui cuidando dela, pelo menos se a casa cair eu posso tirá-la daqui antes que seja espremida - mostrei a língua para Vini.
Depois que os pombinhos saíram, Vinicius se joga no sofá e liga seu aparelho de som que tinha trazido do internato e pos uma música no último.
- Ei! Tem gente aqui que está querendo dormir, será que dá pra abaixar o volume?
- Acho que não.
Desse jeito não ia dar pra dormir mesmo, deço da cama e vou até a cozinha ver se tem alguma pra coisa comer.Acho um pacote de milhos para pipoca. Pronto, almoço refinado em minutos, agora só falta achar o outros ingredientes para fazer minha fantástica pipoca, açúcar, manteiga e sal. Achado todos, começo a fazê-la.
Terminada, vou para a sala e me sento ao lado de um folgado Vinicius, não é como se houvesse muitas escolhas sobre onde se sentar, só havia um sofá ali.
- Pipoca?
- Não, essa sua pipoca me embrulha o estômago só de ver, como você consegue comer isso aí? Sério, tem manteiga e depois você faz questão de derreter o açúcar e colocar por cima.
- Assim - coloquei uma pipoca encharcada de áçucar e manteiga na boca e a engolo, estava um delicia.
- As vezes me pergunto se você está gravida, com todas essas coisas nojentas que come e nessa quantidade.
- Engraçadinho, mais fácil dizer que é problema da genética.
- Isso quer dizer que você não por aí fazendo certas coisas, né?
- Idiota - taco uma pipoca grudenta em seu cabelo.
A música que estava tocando acabou e passou para uma calma e aos poucos fui adormecendo.
Quando acordei estava encostada no ombro de Adam, ele também estava dormindo e sua cabeça estava em cima da minha, voltei a me aconchegar nele e voltar a dormir. Ele
podia até ser um idiota as vezes, mas mesmo assim era lindo e muito carinhoso quando queria. 

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