segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CAPÍTULO 18

Acordei em no que acho que é o porão do castelo, estava sujo e podia ouvir os ratos se mexendo ao longe.

Ai, que dor. Minhas asas. Coloco minhas mãos atrás do meu corpo e tudo o que sinto são algumas pontas quebradas e um liquido descendo entre elas.

Sangue.

Olho pra frente e nada vejo, é escuro, estou fraca, cansada e minha visão está normal, como a de uma pessoa qualquer. Por isso, começo a rastejar até encontrar barras de ferro, ótimo, estou realmente trancafiada neste lugar. O que será que aconteceu com Adam? E por mais que isso seja uma pergunta um tanto retórica de minha parte: "O que nossos pais irão pensar de tudo isso?" Isso se algum de nós conseguir voltar com vida. O que estou pensando ser muito dificil no momento... 

Tenho que arranjar um jeito de sair daqui,tenho que salvar os outros...

Ouço passos vindo em minha direção, volto para o fundo de minha jaula, a porta se abre rangendo de ferrugem e tudo o que consigo ver são dois pares de olhos vermelhos sangue.

- Olha que gracinha, está com medo - uma voz feminina fala, não, acho que me confundi, essa voz...

- Monique?

- Por que todo espanto? Pensei que você iria ficar feliz em ver que estou bem.

- Mas seus olhos, seu jeito de falar, são totalmente diferentes....  

- Isso porque eu, digamos, renasci quando nosso amado amiguinho aqui me usou para sua transformação.

- O que você quer dizer com isso? O que você fez com a minha melhor amiga? - perguntei a última parte para Adrian, ainda não sabia suas localizações, só sabia que estavam perto, era quase impossível não ver o brilho de seus olhos.

- Ela apenas passou por uma transformação assim como eu, o que fez muito bem a ela, se me permite dizer. 

- Não permito. Nica e o Sam? O que aconteceu com ele?

- Ele está onde deve estar no momento - me respondeu Adrian,cortando Nica.

- Agora além de carcereiro virou charadeiro? Me dê uma resposta simples ou não fale nada.

- Tudo bem. Vamos Monique.

E assim eles saíram do porão, ou pelo menos penso que sim, afinal, pude ouvir seus passos subindo as escadas.  

Um barulho de arrastar o corpo do outro lado da cela me assusta.

- Tem alguém aí?

Nenhuma resposta.

- Você é uma ratazana super gigante?

Só ouço o barulho de risadas. 

- Acho que isso é um não. Eu te conheço? - por favor não seja um psicoáta, por favor não...

- Meus lábios com certeza.

- Tarado?

- Se você preferir assim.

- O que você está fazendo aqui? Por que, não sei se deu pra perceber, mas não é um bom lugar para reencontros.

- E quem disse que eu vim aqui para te reencontrar?

- Ouch. Um verdadeiro cavalo.  

- Minhas desculpas à dama. Mas eu também não queria estar aqui, preso em uma cela, ao lado da garota que eu beijei e que ainda por cima me chama de tarado, esperando apodrecer, ou que alguma daquelas bruxas venham e tirem minha amada vidinha, que eu nem aproveitei direito ainda. Ó destino cruel! Era essa a resposta que você queria?

Minha boca formou um O.

- Tirando todo esse drama, sim.

- E ela ainda tenta fazer piadinha!! Meu Deus, o que eu fiz pra merecer isso?

- Me beijou.

- Por que? Por que eu fui fazer essa besteira? 

- Ah para de fazer drama e cala a boca vai - peguei um rato que já estava escutando se mecher ao meu lado faz tempo e o joguei na direção de sua voz.

Só ouvi o barulho de alguma coisa, o meu rato, sendo amassetado contra uma barra de ferro, coitado...

- Você jogou um rato contra mim!!!!!!-isso não era uma pergunta-Como você pode fazer isso? UM RATO!!!!!! COITADINHO!!!!!- claro que ele nãogritou, mas sua voz estava um tanto esganiçada.

- O que está acontecendo aqui? - a voz do meu agora carcereiro veio de longe.  

- Nada, só estou brincando com os ratos. Sabia que eles são ótimos amiguinhos para uma pessoa-solitária-enjaulada-que-está-com-
as-costas-doloridas-e-com-muita-raiva-de-quem-fez-e-quem-ajudou-a-fazer-isso?

A porta é novamente fechada.

- Você é louca por acaso?

- Sim, mas pelo menos eu não saio por ai beijando todo mundo que eu vejo pela frente.

- Você não é todo mundo, minha louquinha. 
 
- Isso não vai amolecer meu coração, mas foi muito fofo da sua parte.

- E eu nunca disse que não te conhecia.

- Então você me conhece?

- Também nunca disse isso.

- Estou começando a ficar confusa.  

- Começando, acho que vou ter trabalho então.

- Por que você quer que eu fique confusa?

- Onde você ouviu isso?

- Você acabou de dizer isso.

- Não disse nada não.

- Disse sim.

- Não, acho que você está ouvindo vozes.

- Ok, você venceu.

- Por quê? 
 
- Eu estou totalmente confusa no momento. Feliz?

- Um pouco.

- Preferia quando pensava que estava solitária aqui...

- Eu também...

- Cavalo!

- Louca!

Ótimo, agora estou dividindo a cela com um tarado psicopata. Minha vida é tãaaaaaaao legal.

Adoro uma boa ironia... 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

News) Novo Livro

OI gente!!!

Então... Como nessa semana parece que desceu um surto de criatividade em mim, resolvi criar um outro livro - meu terceiro - e gostaria que vcs fossem dar uma olhada pra ver se gostam... Se gostarem e não for mto incomodo, por favor, me ajudem a divulga-lo.

Je t'aime - BLOG & COMU


Agradeço desde já...

bjjs,
Laari

domingo, 21 de novembro de 2010

CAPÍTULO 17

Eu não sabia...

Só sabia de uma coisa, eu ia acabar com aquele desgraçado, se não fosse hoje seria outro dia, se não fosse nesse dia seria em outro, mas com certeza eu não desistiria de ter a minha vingança completa...

Agora vocês devem estar se perguntando "Quem é ele? E o que ele fez de tão terrível?"

Para lhes responder vou descrever a cena à minha frente...

Vejo um Sam caido no chão, com sangue à sua volta, estava pálidoquase sem cor e em seus olhos ainda restavam algumas poucas lágrimas que deve ter derramado antes de morrer, acho que tentando defender Nica, que por sua vez estava no colo de Adrian, com o pescoço na boca dele... Mas não era o Adrian demonio, era aquele deste tempo, que me ofereceu hospedagem e me convidou para esta festa. Bom, acho que o substimei achando que ainda era bom...

- Você é um vampiro? - perguntei à ele.


Mas foram as três mulheres atrás dele que me responderam:


- É claro que não sua tonta, ele só precisa de um pouco de sangue fresco para completar a transformação, mas não se preocupe, sua amiguinha não vai morrer, mas também não posso dizer que irá ficar completamente viva... Ao contrario do namoradinho dela que não tem mais serventia pra ninguém...


- Vocês vão pagar pelo que fizeram aos meus amigos... Guardem minhas palavras....

- É mesmo Agata? E, me diga, porque estou super curioso agora, como você irá fazer isso, minha anjinha? - dessa vez foi Adrian que me respondeu, tirando seu rosto da jugular de minha melhor amiga, seu queixo ensopado de sangue.


Tive vontade de vomitar.


- Eu encontrarei um jeito, acredite no que eu falo, pois não sou a menininha fraca que pensas que sou.


No meio disso tudo já havia me esquecido do tarado, olhei pra todos os lados, ele havia sumido...


Sumido... Me lembrei de outra pessoa... Não acredito que também me esqueci dele...


- Adam... Onde ele está?


- Não sabemos, mas é melhor você achar primeiro, porque se ele cair em nossas mãos não sobrará nem um ossinho de recordação.


Tinha que procurar Adam e achar aquele livro, bom , o livro acho que já sei onde deve estar, mas Adam... Aí a história já ia ficar um pouquinho mais dificil.


Olhei pra todos os lados, como eu iria conseguir acha-lo e ainda sair desse lugar sem ser seguida, trancafiada ou, pior ainda, morta? Mas eu tinha que continuar, de jeito nenhum eu iria deixá-lo a merce desses demonios, nunca faria isso...


Viro as costas para olhar atrás de mim mas, em seguida caiu no chão, sinto uma forte dor em minhas costas, parece que minhas asas estão sendo arrancadas de mim a força, não consigo pensar direito de tanta dor, a cada punhalada parece que o mundo gira em volta de mim.


- O que... O que está acontecendo comigo? - sussurro.


- Oh pobrezinha... Ainda não se deu conta... Nunca vire as costas para uma bruxa.


Viro minha cabeça o máximo que consigo em direção as bruxas e vejo Aurora com um bonequinho de vudu com minha aparência em suas mãos, tinha até mesmo asas.


- Como...?


- Você é muito ingênua ou burra mesmo? Pensa que eu não teria uma arma em minhas mãos se você viesse aqui hoje e tentasse acabar com a nossa festinha? - a cada palavra falada, ia tirando, uma por uma, as penas de minhas asas. Olhei ao meu redor, era verdade, penas pretas jaziam no chão em torno de mim.


- Voto pelo burra - Felicia à responde por mim. Quanta generosidade, já que eu nem mesmo consigo falar direito... 


- Olhe como ela sofre Adrian! Aprenda a sentir gosto por isso, pelo sofrimento, ter prazer em ouvir seus gritos de agonia... Ha-ha-ha!


- Não seria melhor ainda então fazê-la nossa prisioneira, pra ela ver o que irá acontecer com sua tão amada amiga - que agora estava desmaiada no colo dele - e com o namoradinho da mesma? - Adrian, de pouco em pouco, estava me dando ainda mais repugnancia.


- Ótima ideia, estou vendo que voê será um aprendiz excelente ! Mas antes, deixe-me ter um pouco mais de diverção!


Enquanto ela me fazia sofrer mais e mais, destruindo minhas asas, tentei localizar Adam com minha mente. Quando estava prestes a me deixar levar pela inconsciencia, senti sua energia em algum lugar próximo e lhe mandei uma mensagem bem clara com minhas últimas forças :


- FUJA!

sábado, 16 de outubro de 2010

CAPÍTULO 16

Corri atrás de Adam, mas depois de um longo tempo á sua procura o perdi de vista, então subi as escadas que davam para os quartos pra ver se consiguia achar Nica e o Sam, pois eu não tinha a menor ideia pra onde eles haviam ido.

Já estava abrindo a quinta porta quando me deparo com uma cena horripilante atrás da mesma.

Adrian.

O do passado.

Ele estava acorrentado em uma cama, somente de cueca e, em cima dele, fazendo arranhões em todo eu corpo e cortando seu pulso, fazendo jorrar sangue pelo chão do quarto e pelo lençol branquinho da cama, estava Aurora.

Ela também lambia seu sangue e conforme as tragados de AB positivo, falava um tipo de encantamento, em alguma língua antiga que eu não conhecia.

Cada vez que terminava um frase e dava um grito estridente, uma das quatro direções centrais explodia com fogo.

Fiquei paralisada de medo, sentindo que havia falhado em minha missão, que não haveria mais chances para o principe e, quando a útima das direções explodiu, Aurora pegou aquele mesmo punhal que havia me ameaçado dias atrás e o enfiou com uma ferocidade no peito dele.

- Não - tentei gritar mas saiu um pouco mais alto que um sussurro.

Mas eles me ouviram e viraram para me olhar no mesmo instante. Ela com raiva por ter sido interrompida e Ele com um olhar vidrado, pouco à pouco se desfazendo deste mundo.

- Agata ? - falou com uma voz esganiçada.

Comecei a correr, corri como nunca havia corrido antes, estava quase chegando nas escadas para o salão quando ouve outra explosão e dessa vez todo o castelo ficou escuro, sem luz alguma.

Nessa hora fui empurrada por alguém contra a parede, seus dois braços em cada lado da minha cabeça.

Não havia como fugir, não sabia quem ele era, apesar de ter um perfume conhecido, estava usando uma mascara, então mesmo com minha visão noturna não consegui reconhecê-lo. Mas ao invés de matar como eu havia pensado, ele começou a me beijar. Com desejo, forte o suficiente para machucar meus lábios.

Precisava pensar, o que é meio dificil quando você está sendo beijada magnificamente por um estranho e com uma vontade imensa de retribuir o beijo, espera, eu já estava fazendo isso. As imagens do principe começaram a voltar em minha cabeça.

- Pare ! - empurrei-o para longe.

- O que foi ? Não está gostando, my dear? - perguntou meio sarcastico, tentando me agarrar de novo.

- Já disse pra me soltar - respondi com uma voz forte e dei um chute em su estomago.

Mais um vez eu estava correndo e dessa vez eu podia sentir alguém me seguindo, provavelmente o tarado beijador.

Quando entrei no salão,parei, não conseguia respirar, não podia acreditar no que estava vendo.

Não.

Não.

Não. Aquilo não podia estar acontecendo, mas era real, mas como? Como Ele pode fazer isso comigo?

- Por que você parou? Não quer mais brincar de pega-pega?

- Ah, me faz um favor vai. Cala a boca! E veja você mesmo.

Comecei a ficar com raiva, no do tarado - talvez não ao todo - mas Dele. Como ele pôde fazer isso comigo? Pergnto a mim mesma novamente. Pensar que a pouco tempo eu estava me martirizando por sua morte... Peraí, ele não havia morrido? Como? Eu não sei que merda está acontecendo, mas depois disso eu mesma me certificarei de matá-lo.

Acho que, quando tenho uma emoção muito forte, além de meus lhos mudarem minhas asas também aparecem e foi exatamente isso que aconteceu.

- Acendam as luzes! - não reconheci minha voz quando ela saiu da minha boca, estava poderosa, dura e para dar mais impacto, bati minhas asas somente uma única vez.

Com essa lufada de ar, as velas, uma por uma foram se acendendo, rapidamente o salão estava todo iluminado novamente. Podendo dar ao tarado que eu parecia conhecer de algum lugar a visão dos acontecimentos.

- O que...O que é você? - falou primeiramente olhando pra mim, depois quando seu olhar caiu para o centro do salão e viu o que estava acontecendo ficou pálido, quase translúcido. Lágrimas começaram a cair de seus olhos.

- Começou outra vez. Agora me diga Agata, o que você irá fazer quanto a isso?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CAPÍTULO 15

Enfim, o dia mais esperado finalmente chegou.

Faltava só algumas horas para o inicio do baile, mas eu já havia recebido uma carta pelo mensageiro real do principe, dizendo que ele iria enviar uma carruagem para nós. Uma coisa muito útil já que estava começando a pensar em como iriamos até o castelo, que ficava lá nos quintos, a pé.

Eu e Nica estavamos impecaveis, seu vestido era verde pálido e branco, o cabelo estava preso num pentiado parecido com o da Maria Antonieta (+/- nesse estilo http://vi.sualize.us/view/bed758d9fe569738a1b57b20ef14fe84/ ). Já eu, estava em um vestido vermelho e preto, o espartilho com detalhes dourados,a saia tinha várias camadas e as mangas eram leves como uma pluma. Meu cabelo não tinha ajudado na hora em que tinhamos tentado fazer o mesmo pentiado, portanto, no fim das contas, eu mesma fiz um coque no alto da cabeça e deixei alguns fios caírem ao redor do meu rosto, ficou bem elegante.

A roupa dos garotos era uma coisa a parte, mas vou lhes dizer que estavam muito gost... digo, lindos.

A carruagem chegou e demorou menos do que eu esperava para chegarmos. Adam desceu primeiro e foi todo cavalheiresco me ajudando a sair.

Ao entrar no castelo, não pude deixar de notar que era magnifico, eu sei que já havia estado aqui antes, mas foi a luz do dia, agora que já era noite, ele estava iluminado somente por velas,dando um ar romantico. Fomos guiados até o salão, onde colocamos nossas mascaras.

- Acho que seria bom a gente se separar, sabe, pra averiguar o lugar.

- Claro Sam e vai fazer dupla com a Nica se não estou errado?

- É, se não tiver nenhum problema...

- Vão logo se divertir enquanto eu e essa coisa resmungona aqui, vamos observar de mais perto o baile.

Ficamos um tempo parados em um canto do salão, quietos só observando, não falando uma palavra sequer sobre o que tinha acontecido dias atrás conosco, nem uma palavrinha...Aquilo
já estava começando a me irritar.

- Quer alguma coisa para beber?

- Claro - respondi com minha melhor voz.

O tempo foi passando e nada do Adam voltar, onde será que ele se meteu?

Estava procurando por ele quando, de repente, senti uma mão segurar meu pulso e me puxar para si. Olhei para seu rosto coberto pela metade por uma mascara, mas isso não escondia o principal, seus olhos, vermelhos como sangue.

Adrian.

- Procurando por alguém, querida?

Meus olhos se alargaram.

- O que você fez com ele?

- Nada. Por enquanto, pelo menos - falando isso apontou para a entrada do salão, onde Adam estava sendo segurado pelas minhas três bruxinhas menos favoritas do mundo.

- O que você quer?

- Uma coisa bem simples, somente uma dança com a senhorita Lunack.

- Por quê?

- Por quê sempre tem que ter um por quê? Eu só lhe pedi uma simples dança.

- Mas qual o motivo por trás desse pedido?

- Mais tarde você irá entender. Então, vai aceitar meu pedido, ou quer que eu peça para Katrina torturar seu jovem amigo?

- Ok.

- Ok o quê?

- Eu vou com você.

- Sábia escolha. Mas não vamos a lugar nenhum. Acho esse um ótimo lugar para termos nossa primeira valsa.

Bendita hora em que Adam e eu escolhemos um lugar nas sombras para ficarmos observando, agora ele podia me matar bem ali que ninguém que estivesse prestando muita atenção em nós veria.

- Tem um problema - eu estava tentando ganhar tempo, mas o que eu iria dizer não era mentira.

- O que foi agora?

- Não sei dançar esse tipo de dança.

- Não tem problema, nós podemos dançar a dança da sua época, eu gosto mais dela mesmo e ninguém está nos vendo além de nossos amiguinhos.

Ótimo, agora eu ia ter que dançar agarrada à ele.

Uma música estranhamente muito parecida com Infinity do The XX começou a ser tocada.

( Leiam esta parte ouvindo essa música, a partir do refrão é mais legal: http://www.youtube.com/watch?v=tbdvHJ9DvaY )

Peguei em sua mão e comecei a dançar junto com ele o mais longe possível.

- Chegue mais perto e dance direito, eu não mordo - falou e me puxou com tudo contra seu corpo, foi chegando com a boca bem perto do meu ouvido e sussurrou - Só se você quiser.

- Vê se te encherga - tentei sair do seu aperto.

- Nã-nã-nã-nã-nã, se comporte ou seu amiguinho vai se dar mau.

Fechei os olhos e me dixei levar pela música, eu amava o ritmo dela, era gostosa de dançar, a batida era calma e ao mesmo tempo sexy. Aos poucos fui esquecendo com quem eu realmente estava dançando, me esqueci de tudo, só restava a música em minha mente.

Pus meus braços em volta do meu acompanhante,passando a unha pelos seus braços até chegar em seu pescoço. Ele também começou a fazer sua própria exploração, passando suas mãos por minhas costas, contornando com os dedos a minha pele, para chegar em meu cabelo. Começou a puxar meu rosto para o seu.

Não. Eu não posso fazer isso.

Abro os olhos rapidamente e me deparo com um par de olhos vermelhos muito perto do meu rosto.

- Me larga!O que você pensa que está fazendo ?!?!

Olho para o outro lado e vejo a amargura em outro par de olhos, dessa vez nos de Adam.

Percebendo que a merda já tinha sido feita, as bruxas soltaram - no, só pra ele sair em disparada pelos corredores do enorme castelo.

Voltei - me para Adrian, que estava quieto só me observando, dei um tapa em sua linda face.

- Nunca mais tente fazer isso de novo entendeu? Nunca!

Dizendo isto sai a procura de Adam.


Não sei se foi minha atitude ou minha extrema falta de atenção que causou o que vem a seguir, com essas coisas nunca se sabem. Mas, se eu tivesse olhado para o topo das escadas, teria visto uma mulher de túnica vermelha conversando com o princípe, levando-o para longe da festa, como em meu sonho.

domingo, 3 de outubro de 2010

AVISO

Como o Capítulo 14 estava separado pelo começo e o meio, eu aproveitei que já fiz o fim do Cap. e coloquei tudo em uma postagem só, pra ficar melhor.

Então o último pedaço do cap. que eu fiz hoje começa pela frase "- Primeiro de tudo, eu não devo explicações pra ninguém e segundo, me dá este bilhete, porque até agora eu sabia da existência dele tanto quanto você."

Se alguém achar muito difícil achar essa parte na postagem é só falar que daí eu posto o final separado, tudo bem?


xoxo L.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

CAPÍTULO 14

Cavalguei com a maior rapidez que o cavalo podia. Já estava começando a ver as fumaças saindo das chaminés, pelo menos eu estava no caminho certo, para a civilização, ou o que quer que isto significasse nesse tempo.

Acho que tenho sorte, pois na villa que estavamos hospedados é bem pequena, só algumas quadras e ruas e voalá, mato.

Cheguei a villa e comecei a observar pra ver se achava algum grupo parecido com meus amigos. Mas o problema era que havia muitas e muitas pessoas parecidas com eles, e eu ainda não sabia que roupa eles estavam vestindo, piorando tudo.

Puis o cavalo para andar bem lentamente. Na maoria das vezes as pessoas olhavam pra mim, acho que não era muito comum uma mulher andar de cavalo no meio da rua...

Decidi começar a perguntar se alguém os havia visto, então fui até aquela aquela pensão onde tinhamos estado ontem.

Assim que entrei, dei de cara com a velha senhora, agora já minha conhecida.

- Olá.

- Olá querida. Você por aqui de novo?

- Sim e eu queria lhe pedir mais uma informação. Se lembra daqueles amigos com quem vim anteontem e ontem aqui?

- Um pouco, por quê?

- Será que a senhora saberia me dizer onde eles estão?

- Claro que sim. Eles ainda estão hospedados aqui. No mesmo quarto.

- Sério?

- Claro. Se lembra aonde é, não?

- Sim, muito obrigado.

- Não a de quê.

Subi a escada que dava diretamente para o nosso quarto. Antes que eu conseguisse bater na porta, ouvi gritos histéricos do lado de dentro, primeiramente pensei que as bruxas tinham vindo pra cá matar eles, mas logo percebi que não era nada disso, eles estavam brigando, uma briga feia, o que é estranho, pois todo esse tempo que nos conhecemos a gente nunca havia brigado sério. Me sentei em um degrau e comecei a ouvir.

- O que? A culpa é minha agora? - Nica gritou.

- É claro! Onde vocês estavam com a cabeça quando fizeram um feitiço? No que pensavam que iria acontecer? Espera, acho que já sei, só queriam trazer aquela coisa de volta porque era um gatinho, não é verdade? Só queriam alguém para se divertir, não é mesmo? Me diga! - retrucou Adam no mesmo tom de voz.

- Se acalmem vocês dois agora! - Sam falou sério.

- Não! Eu não vou deixar esse idiota insultar eu e minha melhor amiga. Acho que de tão apaixonado que você está por ela, não está pensando claramente. Ou será que você achou que eu não sabia do seu segredinho? - Nica disse histérica. Vou te contar, eu nunca havia visto ela assim, nunca.

- Cala a boca! Você não sabe de nada! Foi por causa de vocês que nós viemos parar aqui e agora pra piorar a situação, a Agata desapareceu. Então me diga, a culpa é de quem?

- Cala a boca você! Quem te deu o direito de julgar as pessoas, hein? E nem vem com essa de que eu não sei de nada, esse olhar bobo que fica na sua cara quando vê ela já te entrega querido. Alias, do que você acha que nós estavamos falando ontem a tarde?

- Sam, é melhor você tirar ela da minha frente, senão eu vou começar a estrangular lguém - senti um baque na parede depois que Adam disse isso, ele deve ter dado um murro na parede.

- Adam se acalme! Você não está pensando com clareza. E Monique, pare já de provocá-lo, porque não está nos ajudando em nada.

- Agora você está do lado dele?

- Eu não estou do lado de ninguém Monique. Quantas vezes eu vou ter que dizer isso? Só quero achar a Agata e sair daqui o mais rápido possível!

Sam já estava começando a se alterar. Isso não era bom. Decidi entrar.

Quando abri a porta nem pararam pra ver quem era e já começaram a gritar novamente.

- Quem é? - Nica pergunta, então se virou pra mim e paralisou.

- O que foi Nica, parece que você viu um fantasma? - após dizer isso foi a vez de Sam levar um susto quanto seu olhar se voltou pra mim.

- Quem quer que seja, não está vendo que estamos no meio de uma discussão importante e não eramos para ser int... - Adam foi perdendo a voz conforme se virava pra mim.

- Ah, que Cala a Boca!!! - todos nós dissemos juntos.

- Agata!!!!!! - Nica veio correndo me abraçar.

- Você nos deu o maior susto garota, onde estava com a cabeça quando saiu daquele jeito, hein? Não se preocupou com a gente?

- Ah, Cala boca Sam, deixa a garota em paz, mas Agata o que aconteceu com você, você está horrível - Adam veio andando mais pra perto de mim, enquanto Nica me desapertava de seu abraço de ferro.

- Obrigado pela consisedaração de tentar baixar meu auto-estima ainda mais Adam...Tudo bem, vocês querem mesmo saber o que aconteceu comigo? - fizeram que sim com a cabeça - Então deixa eu me sentar porque a história é longa e eu estou quebrada.

- Já percebemos isso.

Pude ver Nica chutando a canela de Adam após o infeliz comentário.

Contei tudo, desde quando aqueles malucos me atacaram, meu misterioso salvador, a estadia no castelo, as bruxas, omitindo a parte das asas obviamente, o passeio a cavalo, a revelação do demonio, mas não contei a conversa que tivemos e nem o lugar onde estavamos naquele momento, pode parecer estranho, mas eu acho que era pessoal demais para ser falado durante uma discussão, e também não pegaria bem dizer que eu estava flertando com o inimigo, após contar minha história só restava um silêncio ensurdecedor ao nosso redor.

Adam foi o primeiro a quebra-lo.

- Se aqueles idiotas tivessem feito alguma coisa com você, eu nunca me perdoaria, e iria até o inferno se fosse preciso pra matá-los - seus olhos brilhavam de tanta raiva quanto suas palavras
transmitiam.

- Adam, acalmesse, não aconteceu nada, não tem com o que se preocupar.

- Como não? Você quase morreu e ainda me diz pra não ficar preocupado? As vezes tenho vontade de te matar por conta desse seu otimismo.

- Mas eu não morri, morri? Estou aqui, até pelo menos você decidir cumprir o que acabou de falar...

- Você sabe que eu nunca teria coragem de fazer isso.

- No momento, pra ser realista, eu não sei de mais nada.

- Ei, o que foi essa parte do baile que você falou? - Pergauntou Nica, tentando tirar um pouco da tensão entre nós.

- Então, né? Vocês vão ter que vir comigo obviamente, assim poderemos descobrir mais coisas, e tenho um pressentimento de que nesse baile várias coisas importantes vão acontecer, por isso não podemos deixar de ir. Tudo bem?

- Super, estou louca pra participar de um baile de mascaras medieval. Deve ser tão romantico - Nica disse isso e lançou um olhar bem significativo pra Sam.

- Claro, porque não?

- Eu poderia fazer uma lista enorme de porque não ir nessa festa, mas estamos meio sem tempo e precisamos arranjar um monte de coisas para participar desse tal baile - Adam me surpreendeu concordando daquele jeito.

Dei um abraço nele.

- Obrigado - pode ter demorado um pouco, mas ele logo acabou passando os braços em volta da minha cintura, retribuindo meu gesto carinhoso.

- Espere, o que é isso? - falou, puxando um papel que estava enrroscado em meu vestido.

- Não sei, deve ser algum papel que prendeu em mim enquanto eu estava fugindo.

- Sim, concerteza que é - falou muito sarcastico para o meu gosto, enquanto lia o que estava escrito.

- O que está escrito? - perguntei.

- Como se você não soubesse.

- Eu juro que não sei Adam, deixa eu ver isso logo!

- Vou fazer melhor do que te mostrar, vou ler pra todos ouvirem.

"Tome cuidado minha querida, pois se errar novamente em me diferenciar do meu eu passado, pode ser seu último erro."

"Se prepare, o baile está chegando e haverá vários acontecimentos inesqueciveis, alguns você irá gostar, outros irá detestar, portanto vá se arrumar, ficar bonita e esperar pelo que te aguarda. Quando estiver lá, não interfira em nada, as coisas podem mudar drasticamente e nem sempre a seu favor."

"Quando quiser me achar, já sabe onde procurar, não é mesmo querida? E aposto que vai, depois da conversinha que tivemos hoje não duvido de mais nada"

"-De ninguém mais, ninguém menos do que seu amado demonio Adrian."

"O que essa última parte quer dizer? Você pode me explicar querida?" - Adam estava me fuzilando com o olhar.

- Primeiro de tudo, eu não devo explicações pra ninguém e segundo, me dá este bilhete, porque até agora eu sabia da existência dele tanto quanto você.

- E porque eu deveria confiar que o que você está falando é verdade?

- Por nada, você é que sabe, mas a gente já é amigo faz um bom tempo e eu quase nunca menti pra você, quase porque eu tenho segredos como uma pessoa normal e também não vou ser falsa e falar que eu nunca menti, pois isso seria muito melodramatico. Agora será que você pode dar isso pra mim?

- Deixa comigo, amiga - Nica foi bastante rápida, conseguiu arrancar o bilhete das mãos de Adam e me deu - Viu, sem esforço algum.

Abri a carta e li novamente.

- Nica, acho que temos que procurar alguma coisa bonita pra vestir, e ficar maravilhosas se vamos mesmo ir nesse baile.

- Às suas ordens - falou e foi procurar em nossas mochilas. Ela acabou tirando um monte de vestidos, sapatos e mascaras. Olhei pra ela assustada. Acho que ela viu a pergunta nos meus olhos.

- Nem me pergunte, porque eu também não sei a resposta. Garotos, não sei se vocês sabem, mas também precisam se arrumar e ficar mega-gostosos, pra fazer inveja àquele demónio-príncipe-bonitão-de-olhos-verdes.

- Hã? - os dois olharam pra ela.

- Vão logo ver que roupa vão usar, ou será que eu e a Agata temos que, além de nos produzir, arrumar vocês também?

- Eu não iria me importar se você me arrumasse - Sam olhou diretamente para Nica quando disse isso, que por sua vez ficou totalmente vermelha.

- Tudo bem, eu também não me importo de fazer isso, vamos deixar esses dois verem o que vão vestir depois de amanhã primeiro. Voltamos em... Sei lá, não se apressem - enquanto estava arrastando Sam pela porta, virou a cabeça e sussurrou pra mim - Vê se aproveita o tempo a sós com ele, e se reconciliem dessa briguinha besta, ele ficou muito preocupado com você, dá uma chance, vai?

- Cala a boca - sussurrei de volta, mesmo que eu fosse mesmo tentar fazer o que ela disse.

Após a saída deles o silêncio que se instalou entre nós era quase palpável.

- Olha, desculpa tá bom? Eu sei que eu fui um idiota, mas é que eu estava preocupado com você, daí eu vi aquele bilhete e pensei que...

- Cala a boca - falei cortando-o no meio da frase - Vamos só esquecer isso, tá?

- Tá.

- Então o que você quer vestir pro baile? Quer que eu escolha?

- Claro. Afinal, você vai ser uma grande estilista, não é mesmo?

- Sim.

- Deixo meu figurino em suas mãos, mas só com uma condição.

- Espera, além de eu fazer isso pra você ficar, como a Nica diz, mega-gostoso, você ainda impõe condições?

- Eu sei que você adora montar figurinos, e que mesmo se eu quisesse fazer isso, você ficaria falando suas opiniões o tempo todo até eu não aguentar mais e entregar o trabalho pra você.

- Fale sua condição, my lord.

- Eu quero ser seu acompanhante no baile.

- Nem precisava ter falado pedido. Ou você acha a Nica se prestaria ao trabalho de ir com você e não com o Sam ao baile?

- Tá bom, mas eu só queria confirmar.

- Sim, eu aceito ir ao baile com você, my lord. Confirmado?

- A-hã.

- Ok, my lord.

- Se você não para agora de falar my lord, eu...

- Vai fazer o que? Me esganar? Duvido my lord.

- Duvida, é?

Começou a vir na minha direção, mas fui mais rápida e me desvencilhei de seus braços.

- Está um pouco lento demais, não acha my lor...Ahhhhhhhhh

Ele se jogou em cima de mim e caimos direto na cama. Aos poucos quando fui parando de rir, percebi o quanto estavamos perto, nossos lábios a milimetros de distância, seus olhos nos meus. Suas mãos começaram a rodear minha cintura, me puxando ainda mais perto dele, meu coração estava parecendo uma batedeira, de tão rápido que estava batendo, fui fechando de pouco em pouco meus olhos, minhas mãos começaram a subir pelos seus braços enrijecidos, até chegar em sua nuca, causando calafrios em seu corpo pelo que pude perceber. Então seus lábios chegaram nos meus com um selinho, e justo quando eu estava começando a me acostumar com a idéia de que estava quase beijando o Adam, a maldita da velha cama quebrou, nos fazendo perder o equilibrio e rolarmos pelo quarto.

Levantei o mais rápido que pude, embaraçada e ao mesmo tempo embasbacada com o que tinha acontecido, ele também parecia estar sentindo a mesma coisa, pois também estava tão vermelho quanto eu devia estar agora e nem me olhava nos olhos.

- Então... Que cor você quer que seja seu traje? - perguntei tentando tirar a tensão que se instalara novamente entre nós.

- Que? Ah, que cor? - assenti, ele também pareceu aliviado por ter outro assunto para nos distrair do que tinha acabado de acontecer - Não sei, acho que preto mesmo, você decidi.

- Ok - e depois daí, fiquixei toda minha atenção nas roupas, tá bom, nem toda ela, pois às vezes, eu admito, dava uma espiada pra ver o que Adam estava fazendo, e me alegro em dizer que ele também estava olhando pra mim também.

sábado, 4 de setembro de 2010

CAPÍTULO 13

Como ela ousa agir daquele jeito, para logo depois me bater? E seguir em retirada depois disso?

Não sei o que deu em mim quando a salvei, mas isso nunca, nunca vai acontecer novamente, guarde isso.

Mas, antes que ela fugisse, consegui enfiar um bilhete no corpete de seu vestido, esta aí o que escrevi:

Tome cuidado minha querida, pois se errar novamente em me diferenciar do meu eu passado, pode ser seu último erro.

Se prepare, o baile está chegando e haverá vários acontecimentos inesqueciveis, alguns você irá gostar, outros irá detestar, portanto vá se arrumar, ficar bonita e esperar pelo que te aguarda. Quando estiver lá, não interfira em nada, as coisas podem mudar drasticamente e nem sempre pode a seu favor.
Quando quiser me achar, já sabe onde procurar, não é mesmo querida?

-De ninguém mais, ninguém menos do que seu amado demonio Adrian.

Acho que ela vai amar isso...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Meu Blog

Desculpa, mas de tão entusiasmada que eu estava até esqueci de colocar o link do blog.
Agora sim, quem quiser ir lá é só clicar AQUI
xoxo, dessa vez é sério...

Meu Blog

Eu sei que isso é estranho, pois eu sempre postei só meu livro aqui e nada mais que isso, mas já estava na hora das coisas mudarem um pouco, não é mesmo?

Por isso eu vim aqui dizer - ou escrever - que estou começando um novo blog, só que esse não tem nada a ver com o livro, que vou continuar postando aqui, mas sim dos meus pensamentos, as resenhas dos livros que eu leio e comentários sobre filmes e séries que eu assisto. Então se alguém se interessar, será que poderia dar uma passadinha lá e quem sabe... até seguir?
Agradeço pela atenção desde já e por hoje é só :*
xoxo L.

Skoob

Eu cadastrei esse livro no Skoob, então quem quiser adicionar é só clicar AQUI
E quem quiser me adicionar clique AQUI

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

CAPÍTULO 12

Quando fui embora do castelo, não imaginava que ele ficava tão longe da vila e, portanto, eu teria que andar muito.

Uma hora depois e eu estava na metade do caminho ainda, eu acho.

Começo a ouvir o barulho de cascos de cavalo, se fosse alguém tentando me matar, eu juro que mataria primeiro, porque depois de uma hora de caminhada em um sol de lascar e vestindo um vestido infernal, você não vai querer que meu humor melhore.

Me virei para ver quem seria o infeliz, meus olhos agora deveriam estar puro roxo de tanta raiva que estava. Mas, quando vi quem era, rapidamente olhei pra baixo, para que Adrian não visse meus olhos.

- Você ainda está aqui? Pensei que já estivesse na vila faz tempo.

- Oh! Desculpa se eu não tenho uma super velocidade que nem ao super homem, monsieur.

- Super quem?

- Esquece.

- Tirando esta última parte que eu não entendi nada, você gostaria que eu te levasse para a vila de cavalo.

- Se não der muito trabalho, ficaria agradecida.

Quando montei atrás dele, senti o cavalo reclamar pelo meu peso.

- Será que o seu cavalo vai me aguentar? - Culpa desse vestido, pra que tantas camadas? Não sei.

- Jack é forte - ótimo o cavalo tinha nome - Mas eu não me importaria se você se livrasse das roupas - ótimo de novo, outro engraçadinho na minha vida.

- Não cher - adoro falar francês - as roupas ficam e, como você disse, Jack é forte.

- Tá bom, então, é uma pena - com esse comentário dei um soco em suas costas.

Não devia ter feito isso, pois bem quando eu lhe dei um soco, ele pois o cavalo pra correr, tirando meu quase nada existente equilibrio e se eu não tivesse agarrado sua cintura teria me espatifado no chão.

- Por que estamos correndo tanto? - gritei para ser ouvida acima do barulho que os cascos faziam enquanto corriam.

- Quero te levar pra um lugar antes de te deixar na vila.

***

Quando paramos, minha bunda já estava dolorida pela corrida que fizemos. Mas, acho que valeu a pena.

A vista era esplendida. Estavamos em frente de uma gruta, no meio do bosque que havia ali. Ao redor da gruta, as árvores eram verdes, ricas em frutos e flores, o sol, que estava próximo do meio dia, fazia as árvores brilharem ainda mais.

Ele saiu de cima do cavalo e me ajudou a descer.

- Me acompanharia? - falou se dirigindo para a entrada da gruta.

- Será que eu deveria? Não seria eu muito audaciosa, depois do que me aconteceu? Você não iria me matar, ou se aproveitar de uma pobre garota nova na villa, que, além dos amigos que não sabem onde ela está, ninguém sentiria falta, não é? Será que terei coragem de te seguir? Mas, você é o príncipe, me disseram que você era respeitável, deveria confiar?

- Só se você se atrever a confiar em um príncipe que te salvou, levou-a para seu castelo, cuidou de você e que ainda todas as pessoas falam que é respeitavel.

Pensando por esse lado...

- Vamos ou não? Se você não quiser, posso te deixar na villa mas, primeiramente, gostaria muito que conhecesse esse lugar secreto, onde somente eu sei da existência e agora você também.

- E por que você estaria me mostrando isso, se só conhece apenas meu nome e nada mais? - fui andando até onde ele estava, para seguirmos para dentro da gruta.

- A resposta mais prática seria dizer que eu confio em você. Mas, para você, posso dizer que só o tempo dirá?

- Então acredita que vai me encontrar novamente?

- Você vai ao meu baile, não vai?

- Se você não me matar, acho que poderei ir, não é mesmo?

Tivemos que nos agachar para passar pela entrada. Pelo menos o chão não estava enlameado, assim só restava algumas poucas sujeiras em meu vestido.

Era maravilhoso, a coisa mais linda que eu já havia visto. A água formava um tipo de lago no fundo da gruta. Lindo. Estava um pouco escuro, mesmo com os rais de sol entrando pelas frestas, a noite isso deveria ser apavorante mas, a luz do dia era... magnifico.

Eu estava tão encantada com a vista que nem vi Adrian chegando mais perto, até que ele sussurrou no meu ouvido.

- É agora que eu deveria te matar? - disse em um tom de brincadeira.

- Acho que estava errada quando te segui. Será que eu não deveria ter confiado em você?

- Será? Eu posso ser muito confiável, mas também posso ser um assassino, porque pelo que eu me lembre, nunca prometi que não te mataria. Prometi?

- Não.Mas, se você quisesse me matar, já teria feito isso faz tempo, enquanto eu estava inconsciente, não é verdade?

- Pode ser.Mas, e se eu não sou um covarde para atacar uma pessoa inconsciente, ou, talvez, eu só goste de ver a pessoa sofrer enquanto a mato?

- Agora pode parar com isso, por que já está começando a me assustar.

- Por que? Não é nada de mais, apenas uma brincadeira. Ou será que não? Será que eu faria mesmo alguma coisa dessas? Com você? Bem, que tal esperar e descobrir?

- Tô falando sério, para com isso! Você está me assustando. O que aconteceu? Você não era assim, a menos que...

Percebi uma coisa nele que não havia visto antes. Que tonta eu sou, estava tão distraída. Agora, poderia já ser tarde demais, só que quando olhei em seus olhos com atenção, pude ver algumas manchas vermelhas junto com o verde natural.

Tapei a boca com uma mão e gritei.

- Percebo que você já descobriu quem sou. Demorou um pouco mais do que eu pensava, devo dizer.

- Mas...Mas como você sabia de tudo isso?

- Eu me conheço, ainda lembro, um pouco que seja, de como eu era nessa época e que eu já devia estar trabalhando para fazer o baile...

- O que você quer de mim? Por que estão atrás de mim? Querem me matar?

- Que tal esperar e descobrir?

Começou a andar até mim.

Sai correndo de lá, indo em direção a entrada da caverna, desviando dele.Mas não por muito tempo, pois ele agarrou meu braço com força e, dessa vez, pelo seu olhar eu tinha quase certeza
de que não iria me soltar. Quase, pois devemos ser um pouco otimistas ás vezes.

- Me solta!!!

- Sempre a mesma ladainha. Será que vocês não percebem que falam uma coisa que obviamente é impossível de acontecer.

Cheguei mais perto dele, andando devagar, tentando ser sexy. Ficando tão próxima de seu corpo que eles já estavam se tocando. Me aproximei de seu ouvido e sussurrei:

- Vamos ver se é mesmo...

- O que você ...

Adrian não conseguiu terminar a frase, pois ficou um momento sem ar quando lhe dei uma joelhada na virilha. Felizmente foi momento o bastante para mim passar rastejando pela saída da gruta, montar em seu cavalo e sair cavalgando na direção da vila.

sábado, 24 de julho de 2010

CAPÍTULO 11

Acordei tossindo com um cheiro forte de perfume em meu nariz.

- Olha quem está de volta, foram o quê? 5 minutos?

Podia ter sido só cinco minutos, mas pra mim foi uma eternidade.

- Sou Aurora e esta é Felicia e, você é Agata. Sim, eu sei seu nome, na verdade todos no reino já sabem sobre a pobre garota que o príncipe salvou. Mas, eu acho que você é uma ameaça pra nós, que estamos tentando incentivar Adrian a fazer algumas coisas. Vou ser simples, vou te matar rapidamente com este punhal, mas não posso garantir que será indolor, é melhor que não seja mesmo. Ninguém vai desconfiar, pois ele pensa que você está dando uma volta no castelo e mais tarde quando você não aparecer para o almoço, pensarão que fugiu, também o que mais uma cortesã poderia fazer?

Percebi na mesma hora que meus pulsos e pés estavam amarrados na cama, não me deixando fugir, quando ela estava abaixando o punhal com uma ferocidade íncrivel, com vontade de ver meu sangue derramado, uma luz negra cegante começou a sair do meu corpo e minhas asas estavam de volta.

- Que coisa é essa?

Minhas asas bateram levando ar para elas e as levando para o outro lado da sala. Com um impulso sai voando daquele quarto o mais rápido possível.

Quando parei em uma parte que achei segura, desci e corri com minhas pernas, minhas asas desapareceram como se num passe de mágica. Fui para o meu quarto e me tranquei
lá dentro. Desabei na cama.

No momento em que eu havia desmaiado anteriormente, eu tive um sonho, só que esse parecia tão real. E também foi o pior de todos, me dá arrepios só de lembrar.

Estava em um quarto muito parecido com aonde eu estava com as bruxas.

Havia duas camas e, encima de uma acorrentado estava Adam e, na outra Adrian, se era o novo ou o antigo eu não sei já que estavam quase nus. Em cima do Adam o arranhando forte para tirar sangue em todo corpo estava Catrina e em cima do Adrian fazendo a mesma coisa estava Aurora.

No meio das duas camas estava Nica, mas não a Nica normal, doce, minha melhor amiga. Não. No lugar dela havia uma mulher terrível, com olhos vermelhos,
pálida e quando sorriu pra mim seus caninos estavam afiados.

- Agata, minha querida amiga, você sabe que eu nunca faria isso com você, mas fazer o quê, o destino foi mais forte que eu, então você tem duas opções, ou escolhe ficar com Adam e condena Adrian para a morte ou vice-versa, agora você não pode ter sentimentos verdadeiros por nenhum deles, mas logo terá e este será seu ponto fraco, você só pode ficar com um, então terá que escolher sabiamente.

Neste momento eu comecei a acordar para as bruxas, mas não antes de ouvir a voz da minha melhor amiga.

- Pode não ser hoje, nem amanhã, mas, logo, logo, terá que tomar a decisão, nunca poderá se livrar disto...

No momento em que lembrei disto me fez querer bater naquelas duas abusadas que estavam encima deles, arranhando-os, maltratando-os e ao mesmo tempo não deixando de ser uma cena sensual, eu preciso achar o Adam, nem que tenha que fugir daqui, eu tenho que protege-lo e depois voltar para que o príncipe não se torne um demónio.

Me arrumei no espelho e saí a procura de Adrian.

Enquanto estava andando por lá, encontrei Catrina e me segurei para não lhe arrancar os cabelos.

- Você pode me dizer onde o príncipe está, por favor?

- Siga reto, você irá parar no salão de de festas, ele deve estar lá planejando alguma coisa.

Fui para onde ela me falou,e o encontrei sentado em uma cadeira escrevendo algum tipo de lista de convidados.

- Com licença, mas eu poderia falar com o Senhor?

- Me chame de Adrian e, pode falar.

- Estou me sentindo melhor, será que eu poderia ir embora para encontrar meus amigos? É muito importante.

- Eu realmente gostaria que a senhorita ficasse aqui, mas não posso te manter aqui contra sua vontade. Então, pelo menos, aceite meu pedido para que venha ao baile que estou planejando para depois de amanhã.

- E qual seria o motivo para comemoração?

- Digamos apenas que uma nova fase da minha vida está pra começar.

- Misterioso, gostei! E sim, eu aceito seu pedido, para agradecer-lhe por me salvar.

- Se quiser, também pode trazer seus amigos, mas antes tem que me dar seus nomes.

- Tá, é Monique Rands, Adam Fate e Samuel Weather. Muito obrigada, tchau, te vejo no baile.

Antes de sair depositei um beijo da sua bochecha.

- lembre-se que o baile é de mascaras - falou antes de eu sair.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CAPÍTULO 10

Quando acordei percebi que algo estava estranho, não me lembrava muito bem do que tinha acontecido ontem a noite.

Lembro que tinha me perdido de meus amigos e alguém me atacou, daí outra pessoa chegou lá e me salvou.


Ai.


Pensar nisso está fazendo minha cabeça dar voltas, e ter
ânsia.

Por isso voltei ao presente, e descobri que não era só minha memória que estava estranha.

Estava em um quarto diferente, mas nem pensei muito nisso, porque minha atenção estava na imagem
refletida no espelho em minha frente. Ele mostrava uma garota jovem, longos cabelos negros caiam em seu ombro, mas o estranho não era isso e sim o par de asas que estavam em minhas costas, eram lindas, pretas com as pontas prateadas, mesclando com meu cabelo. Com uma certa curiosidade, toquei elas com a ponta dos dedos, eram macias,confortáveis.

De repente, ouço alguém se aproximando da porta, e me pergunto aonde será que eu vou enfiar essas asas, não responda.


Não tive tempo de pensar, pois a porta foi aberta,
revelando uma jovem garota que devia ser a empregada da casa onde eu estava, que eu ainda não sabia aonde era.

Olhando mais atentamente a criada, percebo que já a vi em algum lugar... É claro, ela é uma das bruxas que estavam nos perseguindo. Pelo menos estou indo pelo caminho certo.


- Com licença
milady, mas vim aqui para avisá-la que o desejum já está servido - falou normalmente, sem enxergar minhas asas, olhei para trás e vi que tinham sumido. Tudo bem, então só havia uma opção, eu era louca (jura?).

- Posso te perguntar uma coisa?


- Claro - responde impaciente.


- Onde estou?


- Está no castelo do príncipe, ora essa. Se apronte rápido. Todos estão te esperando.


Ah. Meu. Deus.


Eu estava naquele castelo. Do
Adrian. Mas a pergunta era : por quê ?

- Como vim parar aqui?


- Meu senhor poderá responder-lhe melhor, agora se apresse, já está atrasada.


Falando isso saiu do quarto batendo a porta com força.


Bom, estava vestida em uma daquelas camisolas horríveis e no canto da cama estava um
vestido roxo lindo, muito parecido com o e Nica.


Depois de prová-lo, vi que se moldava perfeitamente ao meu corpo, maravilhoso.


Saindo no corredor vi que a criada estava esperando por mim.


- Qual é seu nome? - perguntei tentando ser educada.


-
Catrina e você é... ?

-
Agata.

- Agora que já fomos apresentadas
podemos ir?

Seguimos pelo que parecia a parte mais movimentada do castelo, a outra parte, oposta do
meu quarto, estava silenciosa, sombria e meu deu calafrios enquanto eu a encarava, mais tarde eu vou investigar pra ver se acho alguma coisa importante.


Chegando na copa, paralisei e, não só porque era linda e, sim pela pessoa que estava em minha frente. O
Adrian jovem, ainda humano, igualzinho ao meu sonho.

Ele se levantou quando eu entrei e me mandou sentar na cadeira que estava em sua frente na mesa.


- Peço desculpas, mas meu pai não poderá vir, pois foi as pressas em uma viagem de negócio.

Então serei sua companhia hoje. Sou
Adrian Van Halen, qual seu nome?

-
Agata Lunack. Espero não estar incomodando, mas...Como vim parar aqui?

- Eu ouvi seus gritos ontem a noite e corri para te socorrer, quando te achei você já estava
desmaiada em um beco, daí eu te carreguei e te trouxe pra cá de cavalo.


- Nossa...Acho que te devo um muito, muito obrigado.


- Você não se lembra de nada?


- Não muito. Só lembro de estar com meus amigos, só que
veiu uma multidão e eu me perdi deles, eu fui levada para um beco, havia alguns homens tampando minha saída e... Depois disso acordei aqui. Meus amigos devem estar super preocupados e me procurando, desculpe mas eu preciso ir.

- Descanse mais um pouco pelo menos, você sabe onde seus
amigos estão? Posso mandar meus guardas encontra-los e informa-los que esta tudo bem com você, se te faz ficar melhor.

- Não sei, a gente é novo aqui, então estamos dormindo em pensões.


- Bom, então sugiro que volte ao seu quarto e descanse mais um pouco, ou faça uma caminhada pelo castelo e se distraia e, depois se estiver melhor a tarde poderá ir embora se desejar. Você também não vai deixar um
príncipe sem companhia nenhuma o dia inteiro, vai?

"Bem que eu queria", pensei comigo mesma.


- Se eu tentar fugir seus guardas vão me pegar?


- Vão.


- Então não tenho nenhuma escolha a não ser ficar...


Após o
desejum pedi licença e fui explorar o castelo.

Fui em
direção daquela parte do castelo calma.

Estava um silêncio medonho, só o
tilindar de meus sapatos no piso fazia barulho.

Indo mais adiante comecei a sentir uma forte dor de cabeça, minhas pernas começaram a tremer não aguentando o peso do meu corpo, caí no chão.


Antes de tudo ficar preto, vi
duas formas conhecidas em cada lado meu.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

CAPÍTULO 9

Adrian


Quando a encontrei estava sozinho, tinha me separado de Aurora e das outras.

Estava rondando as ruas quando ouvi seus gritos, pedindo socorro. Chegando lá,primeiramente olhei pra ela, estava descabelada, machucada com suas roupas rasgadas, se fizeram algo à ela...


- Soltem ela - rugi pra eles.


- Vai fazer o quê se não soltarmos? Relaxa, podemos dividi-la com você.


- Eu já vou falar o que eu vou dividir daqui a pouco...Se vocês não saírem daqui agora, vou torturá-los de tantas maneiras diferentes, que vão desejar morrer antes mesmo de eu começar!Agora corram! - senti que agora meus olhos deviam parecer uma fogueira de tão vermelhos que deviam estar.


Não foi preciso falar outra vez, correram como um bando de galinhas.


Tomei coragem e fui ver como ela estava.


Sem forças para continuar de pé, estava sentada. Me sentei ao lado dela, ela também estava chorando.


- Eles
não fizeram nada além do que eu vi, não é? - se tivessem feito, eu iria mesmo torturá-los.

- Não. Mas, afinal, por que fez isso? Pensei que me queria morta...


- Não sei - era uma pergunta que eu adoraria saber a resposta.


Decidi que era melhor ela também não ter essa pergunta na cabeça e saber que eu a salvei, pois isso arruinaria o que vim fazer aqui, a única coisa pra me fazer continuar a ficar.


- Agora você vai
desmaiar e só se lembrará que algum estranho a salvou daqueles homens.
Entendeu ? - falei olhando em seus olhos,
hipnotizando-a.

- Entendi - falando isso caiu em meus braços desacordada.


Claro que não iria deixá-la aqui sozinha ainda mais
vulnerável, ouvi alguém se aproximando, vasculhei sua mente e descobri que ele também tinha ouvido os gritos e vinha vindo ajudar. Me escondi nas sombras para ver o que ele iria fazer.

Quando vi quem era, me xinguei em silêncio, não podia ser pior. Claro, eu confiava em mim mesmo, já que era eu em meu estado mais humano que estava lá, era por outros motivos, se ela me conhecesse assim poderia saber mais sobre mim do que eu gostaria. Mas, em todo caso, melhor comigo do que com outra pessoa.


Quando ele a levantou pelos seus braços, percebi uma coisa que não havia visto antes, em suas costas, perto do ombro, ela tinha uma tatuagem, mas não era uma normal, duvidava que ela ou qualquer outra pessoa pudesse ver, o desenho era uma rosa vermelha,
exatamente onde no meu corpo era um corvo tatuado.

De repente me senti fraco e, antes da negritude tomar conta de mim, me xinguei mais uma vez, não devia ter baixado a guarda, mas não importava mais, pois já havia sido levado pela escuridão.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

CAPÍTULO 8

Acordei com o Sol em minha cara, todos os outros ainda estavam dormindo, ótimo vou ter o banheiro só pra mim. Quando comecei a levantar vi que havia um bilhete em minhas mãos, abri.

"Foi dada esta vestimenta para ti, pois sua missão aqui é se passar por uma cortesã,ir até aquele que deseja conhecer, seduzi-lo para que possa saber mais sobre tua história,usando isso contra ele mesmo se assim desejar.
- xoxo O motorista do ônibus"

A primeira coisa que pensei depois de ler isso foi "Cara, você anda vendo muito Gossip Girl".
Depois que a ficha caiu e comecei a raciocinar, pensei no que eles queriam que eu fizesse, fiquei bem irritada no começo, mais até que a ideia não era assim tão ruim, exceto a parte de fingir ser uma cortesã, óbvio.

Levantei e fui tomar banho, nem pergunte como fiz isso porque a resposta me deixa enjoada, e coloquei a mesma roupa de ontem.

Após todos já estarmos arrumados e termos comido, saímos para a cidade ver se conseguíamos alguma coisa. Também esqueci de dizer que não falei nada do bilhete para os outros, os garotos nunca me deixariam continuar com aquilo.

Porém, quando estávamos deixando a pensão, pedi que fossem na frente, porque queria falar com aquela atendente, não sei como se chamava naquela época.

- Só não se mete em problemas, ok? - Adam disse já indo embora.

- Tá bom, papai!

Fui até onde a senhora estava.

- Oi.

- Oi, então ontem a noite foi boa?

Aquela velha já estava me irritando, mais ao invés de lhe responder o que deveria ouvir, resolvi entrar no jogo.

- Melhor do que esperava, se é que me entende - dei um sorriso malicioso.

- Ah, te entendo muito bem - Falou olhando meu corpo.

ECA
!!!!!!!!!!QUE NOJO!!!

- Olha estou tentando procurar alguém, não sei como se chama, mas sei dizer como se parece, a
senhora poderia me ajudar a achá-lo.

- Se eu souber de quem você está falando...Como ele se parece?

- É alto, cabelo preto, olhos verdes, quando o vi estava cm um traje bem refinado, bem bonito ao
ver - o descrevi a partir do meu sonho.

- Deixa eu me lembrar... Já sei, você só pode estar falando de uma pessoa, o príncipe Adrian Van
Halen
, ele mora naquele castelo perto da vila. Mas acho que você não vai ter muito sucesso,
fiquei sabendo que ele é um bom rapaz e não se deixa cair em qualquer rabo de saia.

- Vamos ver se não mesmo - afinal ninguém é de ferro.

Saí de lá e logo alcancei meus amigos, lhes contando minha descoberta, mas não como agi para descobrir tal coisa.

- Como foi que descobriu? - Adam perguntou intrigado.

- Não foi nada demais, eu só o descrevi e perguntei quem seria.

- E como você sabe a sua aparência?Ele sempre está de capa preta, não dando pra ver seu rosto.

- Quando ele quase me pegou em casa eu consegui ver seu rosto, - não era mentira - porque todo esse interrogatório agora? Ciúmes por acaso?

- Claro que não... - sua resposta veio rápido demais - É que me preocupo com você.

- Ai que , mas pode ficar despreocupado que eu já sei me cuidar muito bem - falei apertando sua bochecha.

Conforme íamos andando sem rumo,percebi que todos nos encaravam, será que era porque
éramos
novos ali, ou nossa aparência era bonita demais para eles... - uma pausa - Já entendi, corrigindo, eles não estavam olhando para nós e sim pra mim. Os homens com olhares maliciosos, e as mulheres com uma arrogância nada discreta. Bem problema delas, só que eu não queria acabar com a imagem de meus amigos logo de cara.

-Tudo bem, que tal a gente se separar, porque pelo que eu estou notando, não sou muito querida aqui.

- Sim - Nica diz na mesma hora - Eu vou com você, aí a gente pode se encontrar em uma hora e meia em frente da pensão, tudo bem?

Antes deles poderem responder ele me puxou pra longe, para uma parte bonita da vila.

Depois de um tempo em silêncio eu falo:

- O que você quer falar?

- Nada não...

- Aí tem coisa, porque pra você me puxa daquele jeito pra longe dos meninos...

- Sabe...isso pode ser bastante chocante pra você, mas o Adam está caídasso por tu.

Ótimo
, minha amiga estava ficando maluca.

- Claro que não, ele e eu somos como irmãos com algumas provocações a mais, nada demais -
bem que eu queria, tirando o assunto pra longe de mim - Mais eu vejo como você e Sam trocando olhares e, eu posso garantir que não são nada fraternais.

Ela ficou vermelha que nem uma maça.

- Sério que ele está me olhando desse jeito? Claro que não, ele não gosta de mim desse jeito, e você devia se sentir envergonhada por me botar esperanças. Mas até que teve um dia em que estávamos a sós e eu acho que rolou um clima...

A conversa continuou sobre se ele gostava ou não dela. Quando acabou ela perguntou uma coisa pra mim que assustou.

- Você está gostando desse tal "Adrian Van Halen"? É por isso que você não enxerga o que Adam sente por você, ?

- Não, nunca, de tão caída que você está pelo Sam acha que todos estão apaixonados.

- Resmungona! Teve outra desculpa que também não colou. Como você sabia a aparência do até então garoto misterioso? E nem vem me dá aquela desculpa ou qualquer outra porque eu te conheço, sou sua melhor amiga e também não sou burra igual aos garotos. Desembucha.

- Tipo... Sabe aquele cara que eu andava sonhando e só contava pra você? - fazer o que, ela é mesmo minha melhor amiga...

- Sei o denominado "príncipe sombrio".

- Bem...ha ha... Era ele...

- Não a-cre-di-to!Você até já sonhou com ele, que romântico! - começou a bater palmas e a dar pulinhos de alegria.

- Cala a boca, e vê se não conta pra ninguém, aliás já deve estar na hora de voltarmos.

Chegando ao local de encontro, os garotos já estavam nos esperando, percebi que o Sol já estava se pondo e começava a ficar escuro.

Justamente quando chegamos até eles, que estavam bem irritados com nosso atraso, uma multidão passou diante de nós, me fazendo perder o equilíbrio que eu não tinha,e ser levada pro meio da muvuca.

Ouvi meu nome ser gritado, só que não conseguia sair daquele meio, tinha muita gente.

Já estava muito longe de meus amigo, estava em uma rua deserta, um grupo de homens me puxou pra fora da multidão. Percebi também que era uma rua sem saída e eles infelizmente estavam bloqueando minha única chance de escapar.

Começaram a vir até mim, suas caras não estavam nada amigas e sorriam uns para os outros, então já apaguei da minha memória eles serem garotos bonzinhos que me tiraram de lá por minha cara estar representando que eu ia morrer de asfixia em pouco tempo. Definitivamente não.

Começaram a se aproximar e formar um circulo em volta de mim. Minha respiração e meu batimento cardíaco aumentaram, não duvido nada que eles escutaram. Começaram a se aproximar ainda mais, minhas chances de fuga eram zero. Nunca fui muito boa em educação física, sendo assim nem sei lutar, mas sei usar bem as unhas. Quando eles estavam a poucos sentimetros de mim e o da minha frente esticou a mão para tentar me tocar, peguei seu braço e cravei minhas unhas nele. Ele gritou de dor.

- Ahhhh! Sua vadia! Você vai se arrepender! Podem começar pessoal e a machuquem muito, pra ver o que merece.

Nesse ponto parecia que minha respiração estava na velocidade de um avião e meu coração o motor do mesmo.

Eles começaram a me tocar, rasgando parte da minha, maravilhosa, roupa e, basta informar aqui que Eu Sou Virgem.

- Socorro! Alguém me ajude!

- Ah, cala a boca!

- SOCORRO... - choraminguei.

De repente senti uma presença no lugar, comecei a sentir alguma esperança. Eles também devem ter sentido pra pararem o que estavam fazendo e se virarem pra ver quem era. Minha esperança se foi quando olhei pra trás, se não morresse aqui seria naquelas mãos. Mas em todos os casos, preferia ser nas mãos de Adrian, pois ele poderia me poupar da dor e do estupro.

Quando ele olhou pra mim, me senti suja.