terça-feira, 10 de abril de 2012

Fan Fiction - One Direction

Heeeey!  E aí, Como vocês estão? xP

Bom, eu e minha best - autora de Reddish - estamos escrevendo sobre nossos bebes lindos e maravilhosos xDD
Não gosta de One Direction? Leia mesmo assim, não precisa ser fã pra se divertir lendo as merdas que e minha best pensamos xDD Aqui o Link: http://redheadgirlwithdirtylittlesecret.tumblr.com/fanfics 
Estamos postando tanto no tumblr quanto no site Nyah e em breve no FFOBS O/ 

Não esqueçam de passar lá, só dar uma lidinha e escrever um comentariozinho/mandar uma ask não mata ninguém, né? =DD AUHSSHUUHSAUHSHUUHSUHSUHAUHASHUSAHUSAUHSAUH'



bjks,
Laari Ferrari


Ps: a fic é meio totalmente tensa, todo mundo sabe o que lê, então eu não vou ficar botando +18 aqui, mas se você não se sente confortável lendo este tipo de coisa, por favor não venha reclamar falando que eu não avisei... xDD

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Novo blog

Hey! Só passando pra avisar que eu estou postando Arrepio - outra web - em um outro blog! Quem quiser seguir e acompanhar é só clicar neste link: http://congelantearrepio.blogspot.com/

Bjks,
Laari Ferrari

Selinho *-*

Hey! Aproveitando que eu já to aqui, vou postar o selinho que eu ganhei da Marrisa *----*





Regrinhas.

1- Link o Blog que criou o Selinho:  Cinderela ao Contrário

2- Link o Blog que te deu o Selinho:  Destino

3- Diga o que achou do selinho:

Amei *----* So cute =DD

4- Diga porque decidiu criar seu Blog;

Bem, eu criei este blog para divulgar e postar minha primeira web, Tempestade.

5- Indique para todos os blogs que você adora e avise a eles.

Então, já que eu sou uma pessoa totalmente anti social não vai ter mtoos blogs aqui xDD

Destino (sim, sim, ninguém manda, mandar um selinho pra pessoas anti sociais U_U HUASUHAHSUUSHAUHSA' e eu adoro seu blog =PP)

Annita (sim, mãe, eu sei que vc vai me matar =P)


Beijokas,
LaariFerrari

Capítulo 24 (começo)

      - Tudo bem, então eu não sou o rapaz bonzinho que você pensou que eu fosse, mas lhe digo uma coisa, nunca lhe dei motivos para acreditar nisso.
      - Isso nunca passou pela minha cabeça. Desculpe acabar com as suas esperanças, mas você não tem lá muita cara de bonzinho, ainda mais não me deixando ver seu rosto sem essa máscara.
      - Eu sou bem pior do que você pensa.
      - Acabei de perceber isso, quando Adrian começou a te dar ordens.
      - Ninguém me da ordens.
      - Não foi o que apareceu.
      - Foram apenas sugestões.
      - Pobrezinho, fica se enganando o tempo todo.
      - Calada – ele tentou vir para cima de mim, mas para minha sorte ele estava tão bem acorrentado quanto eu. O susto me fez mexer um pouco, causando ainda mais ferimentos em minha pele.
      - Agora você quer descontar em mim, é isso? Idiota... Afinal, o que Adrian pediu para fazer comigo, hein? Me matar porque não tem coragem de fazer isso por si próprio? Ou me usar de escrava, se bem que eu seria bem inútil no estado em que me encontro...
      - Cala. A. Boca. Estou tentando pensar.
      - Ótimo, você bem que podia ter feito isso lá fora, antes de sermos pegos, não? Teria sido de grande ajuda. Mas espera, é claro, você já estava fazendo isso. Me fazendo confiar e seguir você, pensando que me ajudaria a fugir.
      - Você é impossível.
      - Sinto em lhe dizer, mas não é o primeiro a dizer isso.
      - O que prova que estou completamente certo.
      - Exatamente ao contrário, só prova que existi ainda mais pessoas de mal caráter do que havia pensado.
      Ficamos em silêncio mais alguns segundos.
      - Não vai nem me pedir uma chance para se explicar?
      - Por que faria isso se já sei sua resposta?
      - Eu poderia te surpreender.
      - Você nunca me daria uma chance de falar.
      - Se fosse para você explicar o que está acontecendo, ou como de um momento para o outro o nosso carrasco virou seu chefinho. Pode ter certeza que eu daria. Não sou idiota.
      - Não é o que parece.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Capítulo 23

Meia hora após sermos pegos e eu já não aguentava mais ficar na companhia de Adrian. Estou seriamente começando a considerar de que existe um tipo de TPM especial para príncipes demônios.

Mascarado não falara nada neste tempo todo, estava preocupantemente quieto, como eu nunca o havia visto antes, bem, não posso julgá-lo, é normal ter um pouco de medo quando te capturam após você ter escapado de um calabouço, sendo que você estava trancafiado em celas, e agora que elas provaram ser inúteis a nosso charme teriam a obrigação de nos prender em algo pior, mais perigoso. Viu? Nada a temer.

Tropeçávamos entre galhos e pedras, a caminhada ficava cada vez mais difícil, mas a parte preocupante estava longe de ser essa. Não estávamos indo de volta ao castelo. Estávamos nos afastando ainda mais. O medo começava pouco a pouco tomar espaço em minha mente, medo de não saber para onde estava indo, medo por não saber o que iriam fazer conosco quando chegássemos lá.

Para deixar tudo melhor, o tempo estava piorando, ventos fortes jogavam meus cabelos em meu rosto como chicotes, as roupas esvoaçavam que nem loucas, uma tempestade estava para chegar. Tamanho era o vento forte, que de minhas novas asas, às vezes, caiam algumas de suas penas. Queria poder fazer aquele negócio de sumi-las outra vez, seria bem útil neste momento.

- Acho que uma tempestade está chegando – Adrian, para a salvação do mundo, descobriu o óbvio.

- Nossa, se você não tivesse falado, nem teria percebido – sei que deveria manter minha boca fechada, mas não consegui, não podia perder uma chance dessas.

- Viu? Até você concorda comigo.

Estava preparada para dar uma resposta afiada, por que sério, como ele não percebeu todo o sarcasmo e veneno que eu havia lançado naquela frase? Mas antes disso, percebo que alguém está olhando afiadamente minhas costas, como se pudesse me bater. Não é muito difícil descobrir de quem seria este olhar. Na verdade tenho certeza de quem é. A única, ou uma das únicas, pessoas ali que teriam coragem de olhar detravessado um anjo, ou meio anjo se for muito exigente. Calei a boca do mesmo jeito, não iria nos botar em mais problemas pela minha boca grande.

Continuei calada enquanto nos dirigíamos ao desconhecido, dando respostas mentalmente mortais a cada comentário idiota que o príncipe demônio fazia. Como uma pessoa podia ser tão egocêntrica? E como uma pessoa, lê se eu, podia já ter ao menos gostado de tal pessoa? Mistério e mais mistério...

- Estamos chegando – fala um dos guardas.

Ao longe, já era possível ver uma casinha de palha mas, será que era aquele lugar?Se fosse ficaria mais que feliz em ficar ali, contato que estivesse livre de amarras e bem alimentada. O que certamente não iria acontecer.

- Não criem muitas esperanças, aquela casinha não é nada do que parece ser – muito obrigada guardinha.

Mas a chuva, infelizmente, não esperou nossa chegada. Ela começou fina, fraquinha ainda, como se nos testando, após um momento depois, um tremendo temporal caiu em cima de nós, nos encharcando completamente. A água não deu trégua. Não havia lugar algum que nos servisse de abrigo no meio de todas aquelas árvores. Tropecei em um galho caído e quase cai em meio a lama no chão antes que Mascarado conseguisse me segurar.

- Tome mais cuidado.

- Fácil falar.

Trovões começaram a soar no céu acima. A cabana estava cada vez mais perto. Não sei o que seria pior, ficar na perigosa tempestade ou entrar naquele, aparentemente, pacífico lugar.

A chuva forte começou a cair. Andamos mais rápido, minhas asas me encharcavam e me puxavam junto ao vento, percebendo que, logo eu poderia fugir, tendo a intenção ou não, Adrian mandou dois guardas ao meu lado.

- Não consigo... Andar – a rajada de vento era forte sob minhas asas já pesadas pela água da chuva. Os dois guardas não ajudavam muita coisa, eram apenas humanos.

- Recolha suas asas. Afinal, por que ainda está com elas assim?

- Abaixei minha cabeça e continuei lutando contra o poder do vento.

- Te fiz uma pergunta – chegou perto de mim e agarrou meu cabelo – Responda.

Continuei quieta.

- Ela não sabe como – Mascarado fala.

- O quê?

- Ela ainda não tem controle sobre si mesma.

- Ótimo, um anjo que não tem controle de suas asas. Perfeito.

Meia anjo.

- Nem de sua boca.

- Uma coisa que estou completamente de acordo – Mascarado concorda.

Que amor, nem conseguiria imaginar que Mascarado concordaria com Adrian em alguma coisa, mas aqui estou eu, a ligação entre os dois.

Chegamos a cabana totalmente encharcados. Por dentro, parecia totalmente indefesa como era por fora. Alguma coisa não estava certa.

- Sério? Este será o nosso temível cativeiro?

- Cale-se – sussurrou Mascarado.

- E é aí que você se engana. Agora tudo isto parece bastante confortável e inofensivo, não? - sem esperar resposta, continua – Mas não é. Sigam me, por favor.

- Como se tivéssemos alguma escolha – murmurei, recebendo uma cotovelada.

- Nenhuma escolha? Ora essa, que acusação mais falsa. O que não lhe faltara em toda esta história foram escolhas, e exatamente por elas mesmas você veio parar aqui. Não é culpa minha que você se meteu no meu caminho, ou talvez posso ter ajudado um pouco nisso, mas daí em diante os acontecimentos foram guiados pelas suas escolhas. Acho que vendo deste lado da história, não sou eu quem deveria ser o vilão.

Não havia tempo para pensar sobre isto, mais tarde me preocuparia com isso. Guardas nos empurravam mais fundo na cabana até acharmos um pequena escada que levava ao subterrâneo. Em nossa caminhada, tentei gravar cada detalhe da cabana, caso precisássemos disso em uma chance para fuga. Descemos as escadas até um grande porão, mais parecido com uma sala de tortura subterrânea.

Jogando me ao chão sem nenhuma gentileza, agarraram meus pulsos e minhas canelas para me imobilizar, mas não precisavam se preocupar com isso. Sabia que agora não poderia fugir, não haveria nenhuma chance de sobreviver, a hora chegaria, mas não seria agora.

Aproveitando minha resignada colaboração, prendem algemas, vindas com um barulho ensurdecedor de suas colocações na parede, em meus pulsos e canelas. É um ferro diferente, mais pesado e quando encostado em minha pele, queima, arde.

Loucura toma conta de mim, começo a me debater e tentar quebrar e puxar tais algemas para fora de mim, apenas causando ainda mais ferimentos em meu corpo e em meus ouvidos, pelos barulhos das correntes, grito de raiva, mas não posso fazer mais nada, Adrian estava certo, tudo isto só aconteceu por minha causa, mas não vou ficar depressiva e me deixar levar pela dor da culpa, não, vou achar um jeito de sair dessa.

Paro de me debater para pensar claramente, quanto mais imóvel fico, menos dor causo a mim mesma.
Ergo a cabeça, só para encontrar Mascarado me olhando sem nenhuma emoção aparente por cima daquela máscara, com Adrian sussurrando alguma coisa em seu ouvido, não parecendo nada feliz. Percebendo que meu ataque já acabou, se vira para mim, ao mesmo tempo em que joga Mascarado ao meu lado no chão, a mesma coisa é feita com ele, que ao contrário de mim, não parece ter nenhuma rejeição ou alergia por suas algemas.

Olho confusa para Adrian.

- Metal hadjar.

- Ainda não entendi.

- Baltazar, você deveria manter nossa pequena anjinha aqui informada – diz olhando para Mascarado. Não Mascarado, Baltazar. Enfim descobri seu verdadeiro nome, posso dizer que não foi como imaginei – Hadjar, é um tipo de metal temível para os anjos, ainda mais para metades como você, que não tem todo o incrível e angelical poder curativo ou qualquer coisa assim dos verdadeiros.

- Por quê?

- Pergunte a Baltazar, ele sabe sobre tudo ainda melhor do que eu. Divirtam-se! - fala o mesmo tempo em que sobe escada acima para a superfície.

- Desgraçado – Masc... Baltazar resmunga.

- Desgraçado? Olha quem fala, fingindo me ajudar a escapar e olhe agora, parece que você e meu captor são amigos tão íntimos – olho para o outro lado e o mando calar a boca quando tenta se explicar, um sentimento de traição começa a me corroer por dentro.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Capítulo 22

Acordei com uma respiração pesada em meu rosto, abro os olhos e a primeira coisa que vejo é a boca de Mascarado.

- Mas que mer... - ele ainda estava dormindo, me afastei um pouco e olhei pra cima, sua mascara estava um pouco frouxa, uma ideia me ocorreu. Levantei meu braço devagarmente, tentando não fazer nenhum movimento brusco e acordá-lo, minhas mãos estavam quase puxando o laço detrás de sua cabeça que prendia a mascara em seu rosto quando um passarinho passou cantando, puxei meu braço o mais rápido possível, mas não o bastante pelo visto, já que ele o agarrou e o segurou junto ao seu peito. Mascarado idiota, sempre tinha que complicar tudo. Esperei mais uns minutinhos e quando ouvi sua respiração calma e relaxada de sono, tentei novamente. Mas o meu outro braço estava embaixo de meu corpo, não tinha como tirá-lo de lá sem que o ser acordasse. Mas se eu fosse rápida o suficiente, quem sabe não podia ter um vislumbre rápido?

O mais rápido que eu consegui, tirei meu braço de debaixo de meu corpo e puxei a fita de sua mascara.



Minha alegria durou pouco e um sentimento de medo me pegou logo depois já que minha mão ainda continuava lá, segurando a fita, junto da de Mascarado.

- Veja só o que temos aqui, parece que alguém estava tentando fazer uma coisa errada, muito errada – seu aperto em minha mão ficava mais forte a cada fala – Depois sou eu que não mereço confiança.

- Culpa sua, se tivesse me ouvido e dormido daquele lado, nada disso teria acontecido.

- Tem mesmo certeza? Pois eu não teria tanta confiança em si mesma. Acho que a anjinha deve ser punida por tentar fazer algo assim.

- O que quer dizer com isso? - perguntei arregalando meus olhos.

- Já, já você irá descobrir...

- Isso não tem graça.

- E quem disse que era pra ter?

- Você está me assustando.

- Melhor ainda.



- Pare já com isso.

- O que você irá fazer se eu continuar? Me esmagar com a sua chatice.

- Eu pensaria em alguma coisa. Na hora. Improvisaria.

- Apesar de haver várias possibilidades, não vejo nenhuma em que você se saia vitoriosa.

- Você é vidente agora por acaso?

- Também, mas não utilizaria esse nome para me descrever.

- E qual seria?

- Maravilhoso, lindo, espetacular...

- Se a sua autoestima é assim tão alta, por que não tira essa mascara e me mostra como você é realmente bonito, pois, vou confessar, já estou começando a duvidar desta divindade toda.

Ele chegou mais perto de mim e sussurrou em minha orelha.

- Não existe apenas a beleza física, Agata. Lembre-se disso posteriormente.

- Tudo bem oráculo da sorte. Vamos? - ele balançou a cabeça discordando – Por quê?



- Ainda temos assuntos a tratar, não pense que esse papinho furado me fez esquecer – sua mão passou pela minha cintura e me puxou forte junto a si. Fechei meus olhos com sua proximidade, podia sentir sua respiração em meus lábios e como se outra pessoa estivesse no comando de meus gestos eles se abriram. Esperei vários segundos e quando nada aconteceu, abro os olhos e vejo Mascarado me encarando, seus olhos eram amarelos.

- Por que está rindo?

- Pela sua cara, ia mesmo me beijar? - perguntou rindo.

- Claro que não – minha cara foi enrubescendo – Idiota, nunca faria isso. Nunca – gritei dando tapas em seu peito.

- Ah, caramba, você ia mesmo me beijar- ele disse para me deixar ainda mais constrangida – Se soubesse disso não teria deixado essa chance passar.

- Idiota, eu nunca teria deixado!

- Não é o que está parecendo – me puxou de volta.

- Me solta!

- Só depois de terminarmos o que começamos.



- Nun... - seus lábios estavam nos meus antes mesmo de eu terminar de falar. Ele pensou mesmo que eu era tão fácil assim? Ele acha mesmo que depois de me constranger eu iria correndo pular no braços dele. Idiota. Mordi seu lábio com toda força, mas infelizmente fui interpretada de maneira errada. Seus lábios passaram de minha boca para meu pescoço.

- Sabia que você era uma das mais selvagens.

- Me larga, eu não quero isso.

- Duvido – seus lábios voltaram e não importa o quão forte eu o empurrava, ele sempre resistia. Tentei chutá-lo novamente, mas com isso ele pegou minha perna e a passou pela sua cintura. Em pouco tempo eu já estava encostada numa árvore, ou sendo empurrada contra ela, não mais resistindo. Acho que no final das contas, ele estava certo. Minha mão, não mais empurrando e sim puxando-o mais perto, se apertava em torno de sua nuca.

- Agaaaaata. Onde você essstá? - uma voz fina e conhecida chegou até nós.

Nos olhamos e congelamos ao mesmo tempo. Será que se ficássemos quietos ela iria embora e nos deixaria? Pouco provável eu sei, mas se ficássemos bem quietos...

- Posso sentir seu cheiro minha querida, nem tente se esconder ou fugir, irei achar te achar de qualquer modo.



Sai de cima de Mascarado muito calmamente, tentando fazer o minimo de barulho possível. Juntos começamos a caminhar para o lado oposto da voz de Monique. Mas como sempre, consegui por tudo a perder quando pisei em um galho quebrado.

- Como sempre tão desengonçada, não Agata? - sua voz estava chegando mais perto muito rápido então, sem nenhuma outra alternativa aparente, começamos a correr.
Enquanto dava o máximo de mim para despistá-la, uma mão agarrou meu pé.

- Desta vez não terá tanta sorte – Monique estava deitada na terra enquanto apertava e arranhava meu tornozelo.

- Você que pensa vadia – com isso dei um chute em seu rosto e sai correndo o mais rápido possível, mandando Mascarado não me esperar e ir mais rápido também.



Mas como já podíamos prever, Adrian e seus guardas nos esperavam do outro lado, acabando com nossa chance de fuga, se é que já existiu alguma.

- Pensando em fugir?

- Claro que não. Nós só estávamos correndo de vocês todos com o propósito de brincar de pega-pega - fiz cara de bosta, o que não é muito difícil, com toda minha prática.

- Não é hora para sarcasmos – Mascarado resmungou.

- Seu amiguinho está certo, Agata. Se não quiser acabar em um calabouço novamente é melhor agir como a dama que você não é.

- Ótimo, que se dane. Eu sei que mesmo se eu ser a dama que nunca fui ou serei vocês vão nos por em lugares piores ainda. Então, pra que me preocupar?

- Pra que se preocupar, você me pergunta. Bem, se você não seguir minhas regras e ficar de boca fechada pelo menos a maioria do caminho, não terá mais que se preocupar com isso.

- É uma ameaça?

- Sim, e é melhor você começar a levá-la a sério para o seu próprio bem.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Capítulo 21 - 2ª parte

Engasgo e me jogo na terra, me enlameando totalmente no processo. Parece que algum gancho está puxando a pele de minhas costas para fora. Meu desespero é tanto que acabo arranhando meu rosto. A lama fria não faz efeito à queimação que agora está em minhas costas. Não consigo gritar, ou assim penso já que não consigo nem raciocinar direito. A dor dura não mais que alguns minutos depois e tão rápido quanto veio, ela parou. Fiquei um momento parada, tentando me acalmar. Mascarado olhava pra mim com cara de espanto e aos poucos suas feições foram mudadas, até ficarem maravilhadas.

- O que foi?

- Suas asas.

Tentei olhar para as minhas costas, mas como isto era impossível, me contentei com o passar de minhas mãos em suas tão macias e adoráveis penas. Mas, logo depois lembrei do estado em que me encontrava, a parte de trás de meu vestido havia rasgado para poder dar lugar as asas em minhas costas, a parte de baixo também não estava muito melhor, já que a lama havia impregnado tudo.
Preciso de roupas novas.

- E de um banho – ele completa para aumentar minha desgraça.

- Você também não está muito limpinho.

- Mas você ganha de mim – disso eu não podia discordar.

- O que eu faço?

- Deve ter algum lago ou algo do tipo se a gente entrar mais pra dentro da floresta.

- Mas isto iria nos atrasar, certo?

- Certo, mas também iria nos despistar, já que seus gritos acabaram com nossas chances de passarmos despercebidos – então eu gritei, bom saber.

- Rumo ao laguinho!!

- O quê?

- Nada, vamos.

Mascarado liderou o caminho. Fez sua mágica e, ao que parece, as cartas lhe mostraram o caminho certo a percorrer. Ele disse que foi por isso que também sabia a saída do castelo, havia feito a mesma coisa antes de ser capturado por Aurora.



Cerca de duas ou três horas depois, enfim, encontramos o lago. Minhas pernas já não mais aguentavam meu próprio peso e me deixei cair na terra, meu vestido já estava acabado mesmo. A água brilhava verde - azulado me convidando a entrar lá dentro.

- Mascarado, vá arrumar alguma coisa para passar seu tempo longe daqui.

- Por que?

- Porque eu vou entrar.

- E por que eu não posso?

- Porque você é um cavalheiro e vendo como meu estado está muito pior que o seu irá me deixar ir primeiro.

- Tudo bem, mas só porque seu estado é realmente decadente.

- Idiota.

Quando não consigo mais ouvir seus passos começo a me despir, uma coisa muito fácil e rápida já que minha vestimenta está completamente rasgada. Sinto as águas com meu pé, gelada. Mas, se eu entrar de uma vez não vou sentir tanto, né? Pelo menos minha mãe sempre disse isso, uma pena que eu nunca escutei ela. Enquanto a Lua se erguia mais e mais e o clima começava a esfriar, ouço passos vindos em minha direção, bom, é agora ou nunca. Pulo e sinto o frio das águas entrar em contato com minha pele. Minha mãe aparentemente estava errada, ainda continuo com frio.



- Já acabou?

- Claro que não. Acabei de entrar. Agora trate de sair daqui!

- Mas está escurecendo e eu já aproveitei e trouxe alguns pedaços de madeira para fazer uma fogueira.

- Não foi você que brigou comigo por dar a ideia de fazer uma?

- É, eu sei, me desculpe, mas o frio ganhou e estamos bem no meio da mata, duvido que eles consigam nos ver.

- Tudo bem, agora saia daqui.

- Não. Eu estava pensando, o que você vai vestir?

- Bem, o vestido pode ter ficado realmente arruinado, mas a roupa de baixo, que pra mim mais parece uma camisola, está bem conservada e eu estava pensando se alguém não seria educado o suficiente para me dar seu paletó.

- Está falando de mim?

- Está vendo mais alguém por aqui?

- Sabe, eu nunca vi uma donzela tão simpática e gentil como você.

- Que bom saber.

Mascarado começa a desabotoar o paletó, só que para meu completo constrangimento, não para por aí. Quando percebo que ele vai tirar toda a roupa, me viro de costas, tentando fazer com que a vermelhidão quente de meu rosto saia com o ar frio da noite.



- O que você está fazendo?

- O que parece?

- Só sei de uma coisa, você não vai entrar aqui.

Ele para um instante, parecendo ter escutado algo, inclina sua cabeça para direita, vai direto até nossas roupas e as joga atrás de uma moita e corre o mais rápido possível pra dentro d'água.

- Isso não é mais uma opção.

- O que foi? - sem se dar ao trabalho de responder, ele apenas põe o dedo indicar em seus lábios e sinaliza pra mim preder o folego. Mal deu tempo de fazer o que ele disse que este já me puxa pra baixo d'água junto consigo.

Olho para cima e vejo cavalos chegando até onde pouco segundos antes ele estava.

- Pensei ter ouvido alguma coisa por aqui. Mas deve ter sido somente o vento nos enganando mais uma vez - um dos guardas fala.

- É. Vamos voltar logo antes que o príncipe se irrite com nossa demora.

- Claro – ficamos debaixo d'água um pouco mais, só para o caso de eles ainda estarem lá.

Não aguentando mais a falta de ar, sou a primeira a emergir sobre as águas profundas e escuras.



Não aguentando mais a falta de ar, sou a primeira a emergir sobre as águas profundas e escuras. Mascarado veio logo atrás.

- Fique longe – avisei.

- E se eu não quiser? - foi nadando até chegar mais perto de onde eu estava.

- Não perguntei se você quer ou não. Apenas lhe ordenei – coloquei um braço para afastá-lo.

- Sabe, se eu quisesse você poderia ser minha agora porque, adivinha o que eu tenho aqui? - tirou um monte de cartas molhadas do bolso de sua camisa branca – O Às de Copas, a carta do amor – um calafrio percorreu minha espinha – Com medo?

- Não, apenas frio. Vire-se, vou sair.

- Não.

- O que?

- Não. Quero testar uma coisa em você – falando isso, agarrou meu braço e me puxou para mais perto de si.

- Me larga.

- Não, já disse. Só vai durar um instante.



- Não quero.

- Prometo que não vai se arrepender.

- Duvido.

- Olhe fixamente para mim – virei minha cabeça para o outro lado – Por que você é tão difícil? - falou e puxou meu queixo com força para si.

- Me solta.

- Você quer me beijar – não foi uma pergunta.

- Não – e não quero mesmo, ele está muito estranho.

- Você quer ficar comigo – aumentou a força de sua mão em meu queixo – E quer agora – seus olhos estavam grudados nos meus, comecei a cair de pouco a pouco dentro deles, nunca havia percebido, mas eles eram dourados, com risquinhos verdes, eram lindos. Só quando minha boca estava à milímetros da sua que consegui, com um puxão, voltar a realidade e de raiva, dar um tapa em sua cara, pelo menos a parte que não estava coberta com a mascara. Ele me largou com surpresa, dando o tempo que eu precisava para sair da água e de sua companhia – Por que fez isso?

- Cretino. Era eu quem deveria perguntar isso, não acha?

- Por que? O que eu fiz?



- Ainda pergunta? - perguntei indignada – Você vai dormir naquele lado da fogueira, se passar o minimo que for para o meu lado... Somete digamos que você nunca mais irá ter filhos ou prazer algum na vida.

- Não entendo essa atitude de tamanha revolta, aquilo foi só um teste, como já havia dito antes, no qual você passou, se deseja saber.

- Não desejo.

- Mesmo assim, eu nunca deixaria as coisas irem longe demais, teria parado a hipnose.

- Pra mim, já estavamos bem perto quando consegui me libertar.

- Você não confia em mim.

- E que motivos teria eu para confiar em você? Me diga pelo menos um.

- Te salvei da prisão.

- Só isso?

- E...

- E?



- Posso afirmar que beijo espetacularmente bem – e lá estava ele de novo, com suas brincadeirinhas.

- Seja como for, você dorme daquele lado – apontei para o lado oposto da fogueira ainda apagada onde eu me encontrava.

- Mas...

- Calado.

Mascarado começou a arrumar a fogueira sozinho, já que eu não fazia a minima ideia de como fazer aquilo, pelo que estou assistindo ele também não. Já cansado de tentar me impressionar desistiu e apenas pegou outra carta do bolso e a jogou no monte de madeira, fazendo-as pegar fogo imediatamente.

- Como você faz isso?

Ele continuou calado.

- Por que está tão quieto? - o silêncio continua – Sabe, eu é que devia ter o direito de estar brava e não você! - como resposta ele apenas pegou um galho e começou a escrever na terra.

“Você me mandou ficar calado”

- ntão descale-se! - sua cabeça se moveu em sinal negativo – Ótimo, continue assim então. Melhor pra mim – deitei de costas pra ele, sujando meu “vestido” branco mais ainda. Pensei que conseguiria passar a noite em claro vigiando o Macscarado, mas quando deitei minha cabeça em minhas mãos o cansaço ganhou e me levou à inconsciência.